A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, conhecida como Opep+, decidiu elevar a meta de produção de petróleo em 188 mil barris por dia para o mês de julho. A medida, aprovada por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, no entanto, enfrenta um obstáculo significativo: a guerra no Irã e o consequente bloqueio no Estreito de Ormuz.
Contexto geopolítico limita efeitos
O conflito no Irã, que se intensificou nas últimas semanas, resultou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma hidrovia estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Esse bloqueio impede que a maioria dos países membros da Opep+ consiga transformar a meta aprovada em produção real. Assim, a decisão é vista como simbólica até que a via marítima seja reaberta.
Incrementos concentrados
Arábia Saudita e Rússia, os dois maiores produtores do grupo, terão os maiores incrementos na cota. Contudo, mesmo para eles, a capacidade de escoamento está comprometida. Analistas apontam que, enquanto o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado, o aumento da produção terá pouco efeito nos preços globais do petróleo.
Próxima reunião em julho
A Opep+ já agendou sua próxima reunião para 5 de julho, quando deverá reavaliar a situação. A expectativa é que, se o cenário geopolítico se estabilizar, o grupo possa ajustar suas metas de acordo com a demanda do mercado.



