Ibovespa, Dólar e Juros: Mercados Aguardam Decisões do Fed e BC
Mercados Aguardam Decisões do Fed e BC; Ibovespa, Dólar e Juros

Os mercados financeiros globais operam sem força nesta quarta-feira (17), enquanto investidores aguardam as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil. A ata do Fed, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, e a definição da taxa Selic no Brasil são os principais eventos do dia.

Inflação britânica surpreende e reduz expectativas de alta de juros

A inflação britânica manteve-se inesperadamente em 2,8% em maio, inalterada em relação à mínima de 13 meses registrada em abril, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira. O resultado veio abaixo da previsão de economistas consultados pela Reuters, que esperavam alta para 3,0%. A libra se desvalorizou ligeiramente ante o dólar, e os investidores reduziram as expectativas de um aumento nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra ainda este ano. O conflito entre Estados Unidos e Irã manteve a inflação britânica quase um ponto percentual acima da previsão do Banco da Inglaterra em fevereiro.

Petróleo sobe e minério de ferro cai

Os preços do petróleo operam em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior, enquanto os investidores avaliam o acordo de paz entre os EUA e o Irã. O petróleo WTI avançava 0,30%, a US$ 76,28 o barril, e o Brent subia 0,13%, a US$ 79,10. Já o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em baixa de 2,61%, a 747,50 iuanes (US$ 110,62), pressionado pelas fortes chuvas no país, que reduzem a demanda por aço, e pelo sentimento negativo em uma conferência do setor em Cingapura, que indicou pouco apetite chinês por commodities.

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Trump afirma que memorando com Irã não é definitivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que o memorando de entendimento com o Irã não é definitivo e que pode retomar a campanha de bombardeios se não gostar do acordo. “É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a disparar neles, a bombardear suas cabeças”, afirmou Trump na cúpula do G7 na França. Ele acrescentou que o memorando não inclui alívio imediato das sanções contra o Irã.

Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta; Europa opera mista

Os mercados asiáticos fecharam em alta na maioria, com o Nikkei 225 do Japão atingindo novo recorde histórico. Os dados de atividade da China em maio mostram uma divergência em forma de K na economia, com produção industrial ligeiramente alta, mas demanda interna esfriando. O Shanghai SE subiu 0,40%, o Nikkei avançou 0,72%, o Hang Seng caiu 0,74%, o Nifty 50 subiu 0,27% e o ASX 200 ganhou 0,54%.

Na Europa, os mercados operam mistos, com perdas no setor automotivo após a BMW emitir alerta de lucro devido à queda na demanda chinesa. O STOXX 600 subia 0,37%, o DAX tinha alta de 0,11%, o FTSE 100 avançava 0,03%, o CAC 40 ganhava 0,27% e o FTSE MIB registrava +0,07%.

EUA: índices futuros sem força à espera do Fed

Os índices futuros dos EUA operam sem força nesta quarta, com Dow Jones futuro estável, S&P 500 futuro subindo 0,14% e Nasdaq futuro avançando 0,61%. O mercado aguarda a decisão do Fed, que deve manter as taxas de juros inalteradas na faixa de 3,5% a 3,75%. O foco estará nas sinalizações do novo presidente Kevin Warsh sobre os próximos passos da política monetária.

Abertura de mercados: decisões de juros no Brasil e EUA

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas decisões de política monetária em meio a expectativas sobre o acordo de paz no Oriente Médio. O Fed deve manter os juros, mas o comunicado e as projeções econômicas devem refletir preocupações com a inflação alimentada pela guerra no Irã. No Brasil, o Banco Central deve anunciar o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25%, segundo pesquisa da Reuters. O BC também divulga o IBC-Br de abril, com expectativa de alta de 0,60% sobre o mês anterior. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de audiência pública na Câmara dos Deputados.

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Wall Street fechou mista na terça; Dow Jones renovou recorde

Na terça-feira, o Dow Jones subiu pelo quarto dia consecutivo, renovando recorde e superando os 52 mil pontos (+0,92%). O S&P 500 caiu 0,57% e o Nasdaq recuou 1,15%, devolvendo parte dos ganhos do IPO da SpaceX. O petróleo em baixa ajudou o Dow. Andy Goldberg, da Nomura Asset Management, alertou que ainda não estamos fora de perigo e que a queda do petróleo pode gerar mais inflação ao colocar dinheiro no bolso dos consumidores.

Dólar comercial subiu 0,39% na terça

O dólar comercial registrou a segunda alta consecutiva frente ao real, fechando a R$ 5,086 na venda, com máxima de R$ 5,103 e mínima de R$ 5,049. O movimento foi oposto ao de outras divisas emergentes, com o DXY em queda de 0,06%, aos 99,58 pontos.

Ibovespa caiu 0,45% na terça, aos 169.648 pontos

O Ibovespa fechou em queda de 0,45% na terça-feira, aos 169.648,47 pontos, com máxima de 170.415,13 e mínima de 169.121,31. O volume financeiro foi de R$ 27,60 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 0,87%; no mês de junho, alta de 0,40%; no segundo trimestre, queda de 8,35%; e no ano, alta de 5,52%.