O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta acumulada de 6,7%, mas registrou o quarto mês consecutivo de queda. O movimento reflete a volatilidade do mercado doméstico e externo, com investidores atentos às disputas da Ptax e às incertezas fiscais.
Dólar recua 5,95% no semestre
O dólar comercial caiu a R$ 5,16 nesta segunda-feira, influenciado pela disputa da Ptax de fim de mês e semestre. No acumulado do primeiro semestre, a moeda norte-americana apresentou queda de 5,95%, interrompendo uma sequência de altas. A Ptax, taxa de câmbio calculada pelo Banco Central, é referência para contratos de derivativos e influencia o mercado cambial.
Fatores que pressionam o Ibovespa
O mercado de ações brasileiro sofre com a combinação de juros elevados, incertezas fiscais e desaceleração econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ampliou a pressão sobre o Banco Central após a divulgação de dados de desaceleração do mercado de trabalho. Apesar da alta no semestre, o índice enfrenta dificuldades para sustentar ganhos.
JPMorgan rebaixa Braskem e corta preço-alvo
No setor corporativo, o JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) e cortou o preço-alvo em 50%, citando riscos operacionais e financeiros. Com isso, os papéis da petroquímica caíram no pregão, ampliando as perdas do Ibovespa.
Bitcoin é o pior investimento do semestre
Entre os ativos, o Bitcoin foi apontado como o pior investimento do primeiro semestre de 2025, com queda expressiva. Analistas apontam três razões principais: aumento da aversão ao risco global, regulações mais rígidas e correção técnica após forte alta em 2024. A criptomoeda perdeu espaço para ativos de renda fixa, que pagam juros históricos no Tesouro Direto.
Impacto nos investidores
Com a alta da Selic e a oferta de títulos públicos com rendimentos elevados, muitos investidores migraram para a renda fixa. O Tesouro Direto passou a pagar juros históricos, atraindo aplicadores em busca de segurança. A recomposição das carteiras deve continuar no segundo semestre, dependendo do cenário fiscal e das decisões do Copom.



