O Ibovespa renovou sua mínima intradia nesta quarta-feira, 15 de janeiro, operando em queda de 0,50% aos 171.138,11 pontos por volta das 15h30. O movimento ocorre em meio a um cenário de aversão ao risco global e preocupações com o cenário fiscal doméstico.
Pressionado por fatores externos e internos
O principal índice da bolsa brasileira ampliou as perdas ao longo da tarde, influenciado pela desvalorização das commodities no mercado internacional e pela expectativa em torno da tramitação de pautas econômicas no Congresso. Segundo analistas, a falta de definição sobre o arcabouço fiscal e as incertezas quanto à trajetória da dívida pública pesam sobre o humor dos investidores.
No exterior, o mercado monitora os dados de inflação nos Estados Unidos e as declarações de dirigentes do Federal Reserve, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária americana. A alta dos juros futuros nos EUA tende a reduzir o apetite por ativos de risco em economias emergentes como o Brasil.
Destaques do pregão
Entre as ações de maior peso no índice, os papéis da Petrobras e da Vale operavam em baixa, acompanhando a queda do petróleo e do minério de ferro no exterior. O setor bancário também registrava perdas, com destaque para Itaú Unibanco e Bradesco.
Na ponta positiva, algumas ações defensivas, como as de empresas de energia elétrica, conseguiam escapar do movimento de baixa generalizado. O volume financeiro negociado até o momento era de aproximadamente R$ 12 bilhões, abaixo da média diária do mês.
Perspectivas para o fechamento
Segundo operadores, o mercado deve continuar volátil até o fim da sessão, com possibilidade de novos testes de mínimas. Caso o índice não consiga se recuperar, o Ibovespa pode encerrar o dia no menor nível desde o início de dezembro. A atenção dos investidores se volta agora para a divulgação de indicadores econômicos nos próximos dias e para eventuais declarações de autoridades brasileiras sobre o ajuste fiscal.



