O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (15), impulsionado pelo acordo de paz preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar três meses de conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho subia 0,57%, aos 172.105 pontos.
Acordo de paz e impactos globais
Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou nas redes sociais que um acordo de paz com o Irã havia sido fechado. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que o pacto inclui a abertura do Estreito de Ormuz, sem fornecer detalhes adicionais. O Irã afirmou que o tráfego pelo estreito será regulado por ele e por Omã, o que representa um potencial golpe às regras do livre comércio.
Investidores acompanharão de perto a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira. Trump se reunirá com líderes do Oriente Médio e participará de uma sessão de trabalho com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante a cúpula do G7 na França nesta semana.
Alívio para bancos centrais
A notícia será um alívio para uma série de bancos centrais que se reúnem nesta semana, incluindo dos EUA e do Brasil, aliviando um pouco da pressão para endurecer a política monetária a fim de evitar um aumento nas expectativas inflacionárias impulsionado pelos preços da energia.
Cenário eleitoral brasileiro
Na cena eleitoral brasileira, pesquisa BTG/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem no segundo turno, com 49% das intenções de voto, contra 47% no levantamento de maio. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permaneceu com 43%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Focus e projeções econômicas
O mercado financeiro elevou pela 14ª semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. No mesmo relatório, os economistas elevaram a projeção para o PIB de 2026 de 1,91% para 1,96%, aumentaram a expectativa para a taxa Selic ao fim do ano de 13,50% para 13,75% e revisaram o câmbio de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar.
Mercados internacionais
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 1,05%, S&P Futuro avançava 1,28% e Nasdaq Futuro tinha alta de 2,09%. O dólar futuro operava com queda de 0,45%, aos R$ 5,062 na venda.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta, com o índice Nikkei 225, do Japão, subindo para uma máxima histórica intradia, encerrando o pregão com alta de 5%, a 69.317,50 pontos, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 5,2%, para 8.545,98 pontos.
Commodities
Os preços do petróleo recuavam após Trump afirmar que os EUA concluíram um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo passava pelo estreito antes da queda acentuada no tráfego de petroleiros no início de março, devido aos ataques iranianos. A interrupção no fluxo de Ormuz desencadeou o maior choque no fornecimento de petróleo da história.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com a possibilidade de greves de trabalhadores no principal centro de produção de minério de ferro da Austrália ameaçando restringir a oferta, enquanto um acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar o conflito também deu suporte aos metais.



