O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta sexta-feira (26), em meio a realização de lucros no setor de tecnologia e tensões geopolíticas, enquanto investidores avaliam indicadores nacionais e falas de membros do Federal Reserve (Fed). Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto caía 0,13%, aos 174.395 pontos.
Dados econômicos nacionais e déficit em transações correntes
As preocupações com o impacto inflacionário dos gastos de gigantes da tecnologia seguiam pairando sobre os mercados nesta sexta, dia carregado de dados econômicos nacionais. O Brasil teve déficit em transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto. A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um rombo de US$ 4,159 bilhões em maio.
Pressão externa: Apple e OpenAI pesam no sentimento
A Apple caiu 6% na quinta-feira depois de informar que não conseguirá proteger seus clientes do forte aumento dos custos de chips de memória e armazenamento. Além disso, uma reportagem indicando que a OpenAI estava avaliando adiar seu IPO para o próximo ano também contribuía para piorar o sentimento no mercado acionário. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,08%, S&P Futuro caía 0,48% e Nasdaq Futuro tinha baixa de 1,20%.
Dólar, exterior e commodities
O dólar à vista operava com alta de 0,14%, aos R$ 5,210 na venda. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam no vermelho, com os aumentos de preços da Apple afetando negativamente o sentimento em relação ao setor de tecnologia, desencadeando uma onda de vendas na Coreia do Sul e em Taiwan e levantando novas dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação impulsionada pela inteligência artificial.
Os preços do petróleo operam com forte baixa, com investidores ignorando as novas tensões com o Irã e focando nas perspectivas de oferta. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, pressionados pelo aumento dos estoques nos portos e pela queda no consumo de aço na China, além da redução das taxas de frete globais.



