O Ibovespa fechou em alta de 0,76% nesta sexta-feira, 26 de julho, aos 173.295,14 pontos, acumulando ganhos de 2,95% na semana. O índice oscilou entre máxima de 173.964,44 pontos e mínima de 171.123,94 pontos, com giro financeiro de R$ 24,2 bilhões.
Petróleo em queda pressiona Petrobras, mas bancos sustentam o índice
No exterior, o petróleo teve forte queda: o barril do WTI para agosto recuou 3,74%, cotado a US$ 69,23, e o Brent para setembro caiu 3,84%, a US$ 72,6. Isso pressionou as ações da Petrobras: as ordinárias (PETR3) recuaram 1,17% e as preferenciais (PETR4), 1,01%. No entanto, as perdas da petroleira não limitaram o fôlego do Ibovespa, graças ao desempenho dos grandes bancos.
Os papéis do Bradesco (BBDC3;BBDC4) foram os grandes destaques positivos, com altas de 1,82% nos ordinários e 1,7% nos preferenciais. O Itaú (ITUB4) ganhou 1,29%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3), BTG Pactual (BPAC11) e Santander (SANB11) subiram 1,45%, 0,66% e 0,57%, respectivamente.
Copom e sinalizações econômicas impulsionam semana positiva
Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o bom desempenho do Ibovespa na semana ocorreu após a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Relatório de Política Monetária apresentarem sinalizações capazes de acomodar as curvas de juros. “Tivemos o Banco Central corrigindo a percepção de que seria leniente com a inflação e afastando aquele risco que parte do mercado enxergava de que o BC estaria se subordinando aos interesses políticos”, afirma Perri.
Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,44%, 1,31% e 0,95%, respectivamente. No setor de chips, a Micron cedeu 6,69%, a Intel perdeu 3,42% e a Oracle recuou 2,53%. O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, disse acreditar que, no curto prazo, a inteligência artificial (IA) vai ser inflacionária.
Dólar fecha em baixa
No mercado doméstico de câmbio, o dólar fechou em baixa de 0,2%, cotado a R$ 5,1676. A moeda americana também recuou frente a outras moedas de economias desenvolvidas, com o índice DXY em baixa de 0,07% aos 101,357 pontos.
Maiores altas do Ibovespa: Totvs, Lojas Renner e C&A
As três ações que mais valorizaram foram Totvs (TOTS3), Lojas Renner (LREN3) e C&A (CEAB3).
Totvs (TOTS3): +5,63%, a R$ 28,69. A TOTS3 está em baixa de 12,8% no mês e acumula desvalorização de 31,18% no ano.
Lojas Renner (LREN3): +3,1%, a R$ 14,97. O pregão foi positivo para varejistas com alívio dos juros futuros. A LREN3 está em alta de 1,84% no mês e acumula valorização de 14,19% no ano.
C&A (CEAB3): +2,99%, a R$ 11,02. Na semana, subiu mais de 11% após relatório do Itaú BBA classificar o papel como “irracionalmente barato”. A CEAB3 está em baixa de 4,84% no mês e acumula desvalorização de 13,64% no ano.
Maiores quedas: Braskem, Suzano e Azzas 2154
As três ações que mais desvalorizaram foram Braskem (BRKM5), Suzano (SUZB3) e Azzas 2154 (AZZA3).
Braskem (BRKM5): -8,36%, a R$ 6,25. Os papéis já haviam caído 10,5% na sessão anterior. A Justiça aceitou pedido de tutela de urgência cautelar, no qual a companhia cita vencimentos de R$ 2,6 bilhões em julho e risco de vencimento antecipado de R$ 54,8 bilhões em dívidas. A BRKM5 está em baixa de 40,25% no mês e acumula desvalorização de 20,79% no ano.
Suzano (SUZB3): -4,5%, a R$ 40,11. A SUZB3 está em baixa de 4,29% no mês e acumula desvalorização de 22,03% no ano.
Azzas 2154 (AZZA3): -4,09%, a R$ 18,99. Na semana, acumulou ganhos acima de 7% com a possível venda da marca Farm Rio. A AZZA3 está em baixa de 1,66% no mês e acumula desvalorização de 24,52% no ano.



