O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, pressionado por tarifas dos Estados Unidos sobre trabalho forçado e tensões geopolíticas no Oriente Médio. O dólar comercial sobe ante o real, enquanto os juros futuros avançam. O mercado acompanha ainda a agenda de indicadores econômicos e a repercussão de balanços corporativos.
Tarifas dos EUA sobre trabalho forçado
Os Estados Unidos propuseram tarifar 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. O relatório do USTR, no entanto, é vago ao apontar falhas do Brasil. A medida pode afetar exportações brasileiras, mas há longa lista de produtos isentos.
Tensões no Oriente Médio
O Irã atacou o quartel-general da Quinta Frota dos EUA e uma base aérea, segundo mídia local. Os ataques com mísseis contra Kuwait e Barein fracassaram, informaram os Estados Unidos. A escalada eleva o petróleo e impacta ativos de risco.
Destaques corporativos
O Itaú BBA reforçou recomendação de compra para Yduqs, mas reduziu o preço-alvo. A empresa encerrou plano de recompra com aquisição de 9,5 milhões de ações. A Smart Fit (SMFT3) tem potencial no TotalPass, segundo analistas. A Raízen pode receber injeção de capital por credores, com opção futura para Ometto.
Política e regulação
O diretor da PF defende novo inquérito para investigar recursos de Vorcaro para filme. A Polícia Federal investiga movimentações suspeitas em empresas de Virgínia. O TSE negou recursos e manteve condenação de Cláudio Castro à inelegibilidade. Caiado disse que filha de Silvio Santos é nome forte para vice na disputa à Presidência.
Indicadores econômicos
O Livro Bege e dados de emprego nos EUA, além da indústria no Brasil, estão entre os destaques. O hedge de investidores estrangeiros pode explicar a força do real, segundo Galípolo. A nova regra para trabalho em feriados entra em vigor, alterando regras para empresas.



