Ibovespa fecha em baixa com dados de emprego nos EUA, Vale e Petrobras
Ibovespa cai com dados de emprego dos EUA, Vale e Petrobras

O Ibovespa fechou em baixa nesta sexta-feira, pressionado por dados de emprego nos Estados Unidos acima do esperado, que reforçaram a expectativa de juros altos por lá. As ações da Vale e da Petrobras caíram, contribuindo para o movimento negativo do principal índice da bolsa brasileira.

Dados de emprego nos EUA derrubam mercados

O relatório de payroll dos Estados Unidos mostrou a criação de 272 mil vagas de trabalho em maio, bem acima das previsões do mercado, que esperavam cerca de 185 mil. O dado positivo indica que a economia americana segue aquecida, o que pode levar o Federal Reserve a manter os juros elevados por mais tempo. Com isso, as bolsas em Nova York caíram, e o dólar se fortaleceu globalmente.

Impacto no Brasil

No Brasil, o Ibovespa caiu 1,2%, aos 170 mil pontos, ampliando a sequência de perdas. A bolsa acumula oito semanas consecutivas de baixa, a pior sequência já registrada após uma alta histórica. O dólar comercial subiu 0,8%, sendo negociado a R$ 5,15, maior nível em meses. Os juros futuros também avançaram, com o contrato para 2026 subindo para 13,5%.

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Vale e Petrobras pesam

As ações da Vale (VALE3) caíram 2,3%, acompanhando a queda do minério de ferro na China, e da Petrobras (PETR4), que recuou 1,8% com o petróleo em baixa no mercado internacional. O petróleo tipo Brent fechou em queda de 1,5%, a US$ 78 o barril, com o dólar forte pressionando as commodities.

Mercado global

Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 1,1%, e o Nasdaq recuou 1,5%, interrompendo uma sequência de nove semanas de alta. Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, com o índice Stoxx 600 estável, enquanto o FTSE 100, de Londres, subiu 0,3%. O ouro caiu 3%, e o bitcoin mergulhou abaixo de US$ 60 mil, menor nível desde setembro de 2024.

Perspectivas

Analistas apontam que o mercado brasileiro segue vulnerável ao cenário externo, com a possibilidade de novos cortes na Selic em 2026. O Bank of America revisou suas projeções e agora vê apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic no próximo ano, para 13,25%. A incerteza fiscal e a inflação ainda elevada no Brasil também contribuem para o pessimismo.

Apesar da turbulência, alguns setores se destacam, como o de seguros, que atrai interesse com a alta de roubos de alianças e a proteção veicular. O mercado de fundos imobiliários também segue monitorado, com dividendos programados para junho.

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