Fazenda reduz previsão de crescimento do PIB em 2025 para 2,3% e mantém otimismo
Fazenda reduz previsão de crescimento do PIB em 2025 para 2,3% e mantém otimismo

O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, de 2,5% para 2,3%. A informação consta no Boletim Macrofiscal divulgado nesta quinta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE). A redução reflete sinais de desaceleração econômica observados a partir do segundo trimestre deste ano.

A estimativa para a inflação, medida pelo IPCA, também foi ajustada: de 4,9% para 4,8%. O índice ainda supera o teto da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central, cujo centro é de 3% ao ano. A SPE atribui a perda de ritmo à política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, maior patamar desde 2006.

Segundo a SPE, a desaceleração é evidenciada pela redução nas concessões de crédito, aumento da inadimplência e tendência de desaceleração na massa de rendimentos real, apesar da taxa de desemprego estar no menor nível histórico. Dados de julho já indicam recuo na produção industrial e nas vendas do varejo restrito.

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As tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras podem agravar o cenário. A SPE estima que o tarifaço reduza o PIB em 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026, com impacto sobre investimentos e aumento de 0,1 ponto percentual na taxa de desemprego. O secretário de Políticas Econômicas, Guilherme Mello, comparou a situação ao desarranjo global do fim dos anos 1920.

Apesar das revisões, a Fazenda mantém otimismo. Mello espera que o Federal Reserve corte os juros americanos, enfraquecendo o dólar e valorizando o real, o que pode influenciar decisões de juros na América Latina. A SPE utilizou um modelo conjunto com a agência francesa de desenvolvimento para simular os efeitos das tarifas sobre 22 setores da economia.

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