DIs curtos caem com aposta de corte da Selic em agosto; taxas longas estáveis
DIs caem com aposta de corte da Selic; taxas longas estáveis

Taxas curtas e intermediárias dos DIs recuam com expectativa de corte da Selic

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) com prazos curtos e intermediários voltaram a cair nesta sexta-feira, com investidores aumentando as apostas de que o Banco Central (BC) realizará um novo corte da taxa básica Selic em agosto. Já as taxas longas encerraram o dia próximas da estabilidade. O recuo do petróleo no mercado internacional também contribuiu para a queda das taxas no Brasil.

Movimentação das taxas e impacto do IPCA-15

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,14%, uma baixa de 11 pontos-base ante o ajuste de 14,246% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 ficou em 14,315%, praticamente estável ante o ajuste de 14,311%. Na semana, as taxas acumularam baixas de 67 e 41 pontos-base, respectivamente.

O mercado formou um consenso de que o BC voltará a reduzir a Selic em agosto, conforme um operador ouvido pela Reuters. Essa visão foi reforçada na véspera pelo IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou melhora em várias métricas em junho, incluindo preços de serviços e núcleos inflacionários.

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Comentários de dirigentes do BC e cenário externo

Comentários de dirigentes do BC na quinta-feira, tentando conter ruídos gerados pelas comunicações recentes do Copom, reforçaram que a autarquia ainda não tem uma decisão tomada sobre a Selic no curto prazo. Ainda assim, os agentes vêm elevando as apostas de corte de 25 pontos-base da taxa básica, hoje em 14,25% ao ano.

A nova queda do petróleo Brent no exterior, para perto de US$72 o barril, também influenciou a curva brasileira. Há um mês, quando as negociações de paz entre EUA e Irã ainda cambaleavam, o petróleo estava US$20 mais caro, na faixa de US$92 o barril.

Tesouro Nacional e dívida pública

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Helano Dias, afirmou que o mercado teve “dificuldade técnica” maior no período recente, o que levou ao cancelamento do leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B) programado para a última terça-feira. “A gente continua monitorando o mercado. Se houver alguma percepção de que a gente tenha que contribuir de uma maneira não ordinária… a gente vai informar o mercado”, disse, ponderando que a situação melhorou nos últimos dias.

O Tesouro informou que a dívida pública federal subiu 2,66% em maio em relação ao mês anterior, para R$ 9,033 trilhões.

Indicadores econômicos e mercado de Treasuries

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,6% nos três meses até maio, menor nível para o período na série histórica e em linha com as expectativas de economistas. No mesmo período de 2025, a taxa estava em 6,2%.

No mercado de Treasuries, os rendimentos cediam nesta tarde, acompanhando a queda dos preços do petróleo depois que embarques da commodity pelo Estreito de Ormuz atingiram o nível mais alto desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã. Às 16h49, o rendimento do Treasury de dez anos caía 2 pontos-base, a 4,375%.

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