A Bolsa brasileira registrou alta superior a 1% nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, mesmo diante de novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos. O dólar, por sua vez, recuou, surpreendendo o mercado. O movimento foi puxado por ações de siderúrgicas, como CSN, Usiminas e Gerdau, que subiram até 9% após a notícia de que as tarifas impostas pelos EUA ao aço brasileiro serão menores do que o esperado.
Por que a Bolsa subiu?
O principal fator para a alta foi o alívio no setor siderúrgico. O governo americano anunciou tarifas menores para o aço brasileiro, o que impulsionou os papéis das empresas do setor. Além disso, o mercado digeriu melhor as ameaças tarifárias, considerando que o impacto pode ser limitado. A Vale também se destacou, subindo forte e sendo a única ação entre as mais indicadas de maio a se manter positiva.
Dólar em queda
O dólar caiu mais de 1% frente ao real, influenciado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela expectativa de que o Banco Central possa intervir no câmbio. Apesar da saída de R$ 14,9 bilhões da Bolsa em maio, a maior desde 2022, o movimento de hoje foi de otimismo.
O que esperar?
Analistas alertam que o cenário ainda é incerto, com novas ameaças tarifárias e investigações dos EUA sobre trabalho forçado no Brasil. No entanto, o mercado reage positivamente às notícias específicas do setor siderúrgico. A recomendação é acompanhar de perto os desdobramentos políticos e econômicos.



