Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (24/06) com baixa de 0,33%, aos 174.250 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas. Para o trader de mini-índice, a sessão foi marcada por cautela no exterior. As bolsas americanas tiveram desempenho misto, pressionadas pela correção das ações de tecnologia, enquanto a queda do petróleo e os avanços nas negociações envolvendo o Irã ajudaram a reduzir parte das preocupações geopolíticas.
No Brasil, o Ibovespa interrompeu a sequência de altas e recuou sob pressão de Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3) e dos grandes bancos. Para os traders, o foco agora se volta para a agenda econômica, com destaque para o Relatório de Política Monetária, o IPCA-15 e o índice de inflação PCE dos Estados Unidos, indicadores que podem aumentar a volatilidade dos mercados.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, avalio que o movimento de baixa da última sessão ainda não comprometeu a recuperação observada nos dias anteriores. O índice permaneceu acima das médias de 9 e 21 períodos e reagiu na reta final do pregão, sinalizando defesa dos compradores em níveis mais baixos. Para que o fluxo comprador volte a ganhar força, será necessário superar a resistência em 174.415/174.940 pontos. Caso ocorra o rompimento dessa faixa, vejo potencial para avanço até 175.330/175.855 pontos, com alvo mais longo em 176.220/176.670 pontos.
Por outro lado, se houver retomada da pressão vendedora, a perda do suporte em 173.960/173.410 pontos poderá abrir espaço para quedas em direção a 172.620/172.210 pontos. Abaixo desse nível, o mercado poderá buscar a região de 171.400/170.730 pontos. No gráfico diário, sigo observando uma estrutura de baixa, embora o índice tenha apresentado melhora recente e esteja negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Os próximos movimentos serão importantes para definir se a recuperação terá continuidade ou se o fluxo vendedor voltará a prevalecer.
Indicadores e perspectivas
O IFR (14) está em 41,72 pontos, em região neutra, indicando uma redução da pressão vendedora observada nas semanas anteriores. Para fortalecer a recuperação, o índice precisará superar a resistência em 175.330 pontos, abrindo espaço para buscar 177.920/179.820 pontos. Já para retomar a tendência de baixa com mais intensidade, será necessário perder as regiões de suporte em 172.210/170.210/168.430 pontos. Abaixo desses níveis, os próximos alvos passam a ser 164.880/161.960 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração Rodrigo Paz.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a sessão em queda, mas ainda negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés de recuperação no curto prazo. Para que o movimento de alta seja retomado, será importante superar a resistência em 174.745/175.330 pontos. Caso isso aconteça, o ativo poderá acelerar em direção a 177.400/179.340 pontos, com objetivos mais longos em 181.515/183.215 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 173.640/172.210 pontos poderá recolocar os vendedores no controle. Nesse cenário, vejo espaço para quedas em direção a 170.730/170.210 pontos, com alvos mais longos na região de 169.570/169.095 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração Rodrigo Paz (analista técnico CNPI-T).
Contexto e recomendações
A análise técnica indica que o mini-índice está em um momento decisivo. A recuperação recente ainda não foi invalidada, mas a resistência em 174.415/174.940 pontos no gráfico de 15 minutos e 174.745/175.330 pontos no gráfico de 60 minutos precisa ser superada para que os compradores retomem o controle. Caso contrário, a pressão vendedora pode se intensificar, levando o ativo a testar suportes mais baixos.
Os traders devem ficar atentos aos próximos indicadores econômicos, que podem aumentar a volatilidade e definir a direção do mercado. Acompanhe também as análises diárias de minicontratos de dólar e índice no InfoMoney.



