Financiamento da transição energética depende cada vez mais do capital privado
A meta de mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para a transição energética reforça o papel de bancos, mercado de capitais e fundos climáticos. Durante a COP30, ficou evidente que, embora os recursos públicos sejam importantes, a escala necessária exigirá o envolvimento do setor privado.
O papel do capital privado
Segundo especialistas, as tecnologias emergentes, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o mercado de carbono, precisam de apoio financeiro para se tornarem viáveis economicamente. A sustentabilidade já influencia decisões de investimento, mas é necessário estabelecer métricas claras para evitar o greenwashing.
Em live promovida pelo GLOBO e Valor, participaram Rafael Vazquez (Valor), Luciana Costa (BNDES), Fabiana Costa (Bradesco) e Luiz Paulo Pereira Assis (Deloitte). Eles discutiram como o financiamento privado pode acelerar a transição energética, destacando a importância de instrumentos como títulos verdes e fundos de investimento sustentáveis.
Desafios e oportunidades
O Brasil, com sua matriz energética limpa e potencial em energias renováveis, pode se beneficiar desse fluxo de capital. No entanto, é preciso criar um ambiente regulatório estável e projetos bancáveis. A pressão por métricas de impacto ambiental, social e de governança (ASG) também cresce entre investidores institucionais.
Para atingir a meta de US$ 1,3 trilhão anuais, o mercado de capitais precisa oferecer produtos financeiros inovadores, como derivativos climáticos e seguros verdes. Além disso, a padronização de relatórios de sustentabilidade é essencial para a confiança dos investidores.



