Críticas à estratégia de desinflação do Banco Central
O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, afirmou que a autarquia 'não faz força para entregar a inflação na meta'. Segundo ele, as expectativas para o índice de preços mostram um descolamento crescente da meta desde 2023, quando o BC optou por um prazo mais longo para convergir a inflação ao alvo oficial.
Meta implícita mais elevada
Schwartsman destacou que o BC parece operar com uma meta implícita mais alta, priorizando uma abordagem gradual de desinflação. 'O Banco Central não está empenhado em atingir a meta de inflação no horizonte relevante', disse o ex-diretor, criticando a estratégia atual que, em sua visão, contribui para expectativas inflacionárias mais altas.
Impacto nas expectativas
Desde a mudança de postura, as projeções de mercado para a inflação se distanciaram do centro da meta, que é de 3% ao ano. Schwartsman argumenta que a falta de compromisso explícito com o cumprimento da meta no curto prazo prejudica a credibilidade da política monetária e pode elevar os custos da desinflação no futuro.



