Pressionado por nova regulamentação e por evidências de que a cultura organizacional move resultados, o mercado passa a olhar para o capital humano como fator de risco e de valor. Para José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), esse movimento representa o nascimento de uma nova métrica: o Valuation Humano.
O ativo invisível ganha peso
O conceito de Valuation Humano propõe que a saúde emocional das equipes seja considerada um ativo tangível, capaz de influenciar diretamente o valor de mercado das empresas. Segundo Marques, “as organizações que investem em bem-estar emocional e em uma cultura organizacional sólida tendem a ter equipes mais engajadas, produtivas e inovadoras, o que se reflete em melhores resultados financeiros”.
Regulação e evidências impulsionam mudança
A nova regulamentação, que exige maior transparência sobre práticas de governança e sustentabilidade, tem forçado as empresas a considerar aspectos antes negligenciados, como a saúde mental dos colaboradores. Além disso, estudos mostram que ambientes de trabalho tóxicos geram custos com absenteísmo, rotatividade e perda de produtividade, impactando o lucro.
Valuation Humano como diferencial competitivo
Marques defende que o Valuation Humano deve ser incorporado aos balanços das empresas como um indicador estratégico. “Não se trata apenas de uma preocupação ética, mas de uma questão de competitividade. Empresas que cuidam do capital humano têm vantagem na atração e retenção de talentos, além de maior resiliência em momentos de crise”, afirma.
O IBC já desenvolve metodologias para mensurar esse ativo, combinando indicadores de clima organizacional, índices de satisfação, turnover e dados de desempenho. A expectativa é que, nos próximos anos, o Valuation Humano se torne tão relevante quanto os indicadores financeiros tradicionais.



