Uma consulta veicular detalhada pode revelar riscos ocultos na compra de veículos usados, como restrições, débitos, gravames e passagens por leilão. Essas pendências podem transformar a aquisição de um seminovo em prejuízo financeiro. Profissionais do setor apontam a checagem de histórico e documentação como etapa essencial de proteção para o comprador.
Riscos comuns em veículos usados
De acordo com especialistas, muitos compradores ignoram a verificação de pendências antes de fechar negócio. Débitos de IPVA, multas não pagas, restrições judiciais e administrativas, além de gravames (financiamentos ativos), são alguns dos problemas mais frequentes. Em alguns casos, o veículo pode ter passado por leilão, o que implica em restrições adicionais.
Como a consulta veicular funciona
A consulta veicular é realizada por meio de plataformas especializadas que acessam bases de dados oficiais, como Detran, Serasa e órgãos de trânsito. O comprador pode verificar, com a placa ou o Renavam do veículo, se há débitos, restrições, histórico de sinistros, furto ou roubo, e se o carro já foi leiloado. Essa checagem é recomendada antes de qualquer pagamento.
Impacto financeiro das pendências
Segundo a Dino, empresa de consultoria veicular, um veículo com débitos pode gerar custos imprevistos que chegam a milhares de reais. “Muitas vezes, o comprador assume dívidas que não são suas, porque a transferência de propriedade não é feita corretamente”, explica um profissional do setor. Além disso, restrições judiciais podem impedir a transferência do documento, deixando o comprador sem poder circular com o carro.
Proteção ao consumidor
A recomendação dos especialistas é que, antes de comprar um veículo usado, o interessado realize uma consulta veicular completa. Essa prática simples pode evitar dores de cabeça e prejuízos. “Gastar alguns reais com a consulta pode salvar o comprador de um problema de milhares”, alerta a Dino.



