A Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, confirmou um acordo com credores para realizar a maior recuperação extrajudicial da história do Brasil. A empresa conseguiu reestruturar um total de R$ 64,7 bilhões em dívidas, com uma taxa de adesão de 75,45% dos credores ao plano apresentado.
Detalhes do plano de recuperação
O plano de recuperação extrajudicial da Raízen inclui um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões por parte da Shell, além de um possível aporte adicional de R$ 500 milhões pelo acionista Rubens Ometto. A estratégia prevê a conversão de créditos em ações da empresa e a venda de ativos, como as operações na Argentina, que foram vendidas por US$ 1,42 bilhão.
Crise e fatores econômicos
A crise que levou a Raízen a buscar a recuperação extrajudicial decorre de uma combinação de apostas malsucedidas no mercado de biocombustíveis e fatores econômicos adversos, como a volatilidade dos preços do petróleo e do açúcar, além do endividamento elevado.
Com o acordo, a empresa espera reduzir seu endividamento e retomar o crescimento de forma sustentável. A recuperação extrajudicial é um instrumento jurídico que permite a renegociação de dívidas com credores sem a necessidade de recorrer à Justiça, desde que haja adesão mínima de 60% dos credores.
- Total de dívidas reestruturadas: R$ 64,7 bilhões
- Adesão dos credores: 75,45%
- Aumento de capital pela Shell: R$ 3,5 bilhões
- Possível aporte de Rubens Ometto: R$ 500 milhões
- Venda de ativos na Argentina: US$ 1,42 bilhão
A Raízen é uma das maiores empresas de energia do Brasil, atuando na produção de etanol, açúcar e biocombustíveis, além da distribuição de combustíveis. A recuperação extrajudicial é vista como um passo importante para a reestruturação financeira da companhia.



