O banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, que assessoram os credores da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), receberam ofertas não vinculantes da gestora de private equity IG4 na noite de segunda-feira. As propostas visam adquirir créditos e o controle da empresa, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.
Incertezas sobre o acordo
Duas das fontes alertaram, no entanto, que qualquer acordo ainda está longe de ser certo. Uma delas acrescentou que os credores dificilmente chegarão a uma decisão em breve. Ainda assim, uma das três pessoas disse que os credores aceitaram a proposta da Raízen de converter dívida em participação acionária por ser a melhor alternativa disponível naquele momento, mas que prefeririam não permanecer como acionistas.
“Portanto, (o sucesso da proposta) vai depender 100% das condições oferecidas pela IG4”, afirmou a fonte. A IG4, a Moelis e a Journey Capital não quiseram comentar o assunto.
Estratégia da IG4
A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica Braskem ao lado da Petrobras, busca adquirir o controle da Raízen. A empresa acaba de concluir uma reestruturação de dívida de cerca de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, considerada a maior reestruturação extrajudicial já registrada no Brasil.
Conhecida por buscar o controle ou co-controle de suas aquisições, a IG4 só avançará com a oferta se garantir ao menos 50% mais um dos créditos reestruturados, conforme disseram as pessoas familiarizadas com o processo.



