Cão caramelo vira 'funcionário CLT' em mercado de SC e conquista redes sociais
Cão caramelo vira 'funcionário CLT' em mercado de SC

Antônio, um cachorro caramelo de pouco mais de um ano, tornou-se o centro das atenções em um mercado e conveniência de São José, na Grande Florianópolis, após ter suas peripécias registradas por câmeras de monitoramento. O cão comunitário foi eleito 'funcionário do mês' e passou a ter a rotina divulgada em uma rede social, onde é acompanhado por mais de 300 mil seguidores. Nos vídeos, ele aparece pulando em cima de carro, brincando de morder clientes e até carregando objetos para dentro do estabelecimento.

Rotina de trabalho

O animal chega com os donos, acompanha a abertura das portas e só vai embora no fim do expediente. Segundo Letícia Melo, uma das proprietárias do comércio, o 'colaborador' é extremamente dedicado, embora às vezes atrapalhe um pouco. Ela o chama de 'atrapalhante'.

“Ele frequenta a loja fielmente, CLT mesmo. Tá aqui das 10h à meia-noite com a gente. O negócio dele é mexer em tudo, ver o que a gente está fazendo, pegar o que a gente tem na mão. É o ‘atrapalhante' da equipe.”

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Viralização nas redes

As peripécias do cãozinho no horário de trabalho costumavam ficar registradas apenas nas câmeras de monitoramento interno. Foi então que Letícia teve a ideia de compartilhar esses momentos na internet. “Eu comecei a narrar as imagens, achei que ia ficar bom. Foi quando postei o primeiro vídeo com a narração que deu a primeira viralizada”, relembra a empresária.

Hoje, Antônio atrai clientes que vão ao mercado apenas para conhecê-lo. Diante do sucesso, a equipe brinca que o caramelo já está cotado para uma promoção e, quem sabe, um aumento de salário em petiscos.

“Achei ele muito especial, sabe? Baderneiro… Eu amei o vídeo quando vi nas redes sociais e precisei vir aqui”, conta o vigilante Oziel Mateus, um dos clientes do mercado.

Adoção pelo mercado

A história de Antônio começou como a de tantos outros animais abandonados que circulam pelas ruas. O empresário Marcos Santos relembra que a loja sempre acolheu animais de rua com comida, remédios e afeto. Com Antônio, a conexão foi imediata e mais profunda.

“Ele vinha ficar um pouquinho aqui, sumia, e foi chegando... A gente dava um mimo, uma salsicha, e ele foi pegando gosto. No fim, ele acabou nos adotando.”

Hoje, Antônio divide o espaço e a atenção com Gordo, um cão mais velho que também vive no local, e já ganhou até festa de aniversário temática dos funcionários.

“Se todos os comércios fizessem uma parte mínima, haveria muitos 'Antônios' da vida bem tratados. Um carinho, uma raçãozinha... não é nada para ninguém, mas para eles ajuda muito”, finaliza Marcos.

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