Analistas do Citi elevaram a recomendação das ações do Magazine Luiza para 'neutra/alto risco' ante 'venda/alto risco', enxergando uma relação risco versus retorno mais equilibrada. A mudança foi divulgada em relatório enviado a clientes no final da quinta-feira.
Motivos da revisão
Segundo os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein, com as ações em queda de cerca de 40% no acumulado do ano, o mercado já precificou, em grande parte, um ambiente de juros mais altos por mais tempo e um consumo mais fraco nas principais categorias de bens duráveis do Magazine Luiza, como eletrônicos de consumo de maior valor e eletrodomésticos.
Os analistas também destacaram alguns desdobramentos positivos no lado operacional. Primeiro, o redirecionamento estratégico para lojas físicas de maior margem, onde o Magazine Luiza possui uma vantagem competitiva bem estabelecida. Segundo, as despesas com vendas, gerais e administrativas cresceram abaixo da inflação em 10 dos últimos 13 trimestres, o que demonstra disciplina em despesas operacionais.
Desafios persistentes
A equipe do banco norte-americano ressaltou, porém, que os desafios permanecem no e-commerce, onde a concorrência continua a se intensificar, bem como no nível de alavancagem em um ambiente de maior custo da dívida.
Os analistas reduziram a previsão para o lucro em 2026 para R$113 milhões, de R$273 milhões antes, e o de 2027 para R$425 milhões, ante R$552 milhões, levando a uma redução no preço-alvo das ações de R$7 para R$6,50.
Reação do mercado
Na bolsa paulista, por volta de 12h10, os papéis do Magazine Luiza avançavam 2,25%, a R$5,46. No ano, porém, ainda somam uma queda de mais de 38%.



