BYD critica 'híbridos fake' e mira liderança no mercado brasileiro
BYD critica 'híbridos fake' e mira liderança no Brasil

A BYD, fabricante chinesa de veículos eletrificados, intensifica sua atuação no Brasil e agora busca consolidar-se como referência no setor, ditando tendências e fazendo críticas ao mercado. Em evento de lançamento do Sealion 7, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da empresa no país, disparou contra concorrentes que utilizam sistemas híbridos leves (MHEV), sem citar nomes, mas mirando claramente em grupos como a Stellantis, dona de marcas como Fiat e Peugeot.

Críticas aos 'híbridos fake'

Baldy classificou os veículos com tecnologia MHEV como 'híbridos fake', afirmando que enganam o consumidor. 'Tem gente no mercado vendendo carro que não é híbrido como híbrido, levando o consumidor a um ledo engano', declarou. Para ele, esses carros não entregam os benefícios esperados de um híbrido verdadeiro, como redução de emissões e melhora no consumo.

O executivo também criticou políticas públicas que concedem benefícios a veículos eletrificados sem critérios rigorosos. Citou o rodízio em São Paulo e isenções de IPVA em alguns estados, defendendo que apenas híbridos plenos ou plug-in deveriam ter acesso a essas vantagens. 'Não se poderia permitir um carro que não ganha em sustentabilidade, que não mitiga emissões, de se valer do benefício', afirmou.

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Proteção da posição de liderança

A BYD, que já ultrapassou fabricantes tradicionais no varejo e bateu recordes com o Dolphin Mini, quer proteger seu território. A marca cresceu quase 90% no primeiro quadrimestre e, em abril, liderou o varejo nacional com 14.911 unidades entregues. 'Foi uma surpresa e motivo de celebração. Não esperávamos chegar à liderança nesse momento', disse Baldy.

O bom desempenho fortalece a operação local diante da matriz chinesa, garantindo mais investimentos. 'Isso nos dá a possibilidade de investir mais, já que a BYD Brasil chama a atenção da matriz', explicou.

Estratégias de crescimento

A meta agora é manter a liderança, expandindo a rede de concessionárias, entrando em mais cidades e lançando novos modelos. Além do varejo, a BYD mira a venda direta para pequenos negócios e locadoras. A parceria com a Localiza, que prevê a negociação de 10 mil carros elétricos e híbridos em até dois anos, é um exemplo dessa estratégia.

Baldy também rebateu críticas do CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, que classificou os carros chineses como 'muito iguais' e imitações. 'Acho que ele não andou com o CEO global da Ford, que falou positivamente da Xiaomi e da BYD', afirmou, sugerindo que Possobom deveria aprender com exemplos globais.

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