A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo confessou uma dívida de R$ 1,2 milhão referente a contas de luz, água e gás. O montante foi revelado em documento encaminhado à Justiça, como parte de um processo de recuperação extrajudicial. A informação foi divulgada pelo blog do Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
Detalhamento da dívida
De acordo com o documento, os débitos são com concessionárias de serviços públicos. A maior parte, cerca de R$ 800 mil, é referente a contas de energia elétrica. Os valores de água e gás somam aproximadamente R$ 400 mil. A dívida totaliza R$ 1,2 milhão, conforme confessado pela própria SAF.
O clube carioca, que atravessa dificuldades financeiras, busca renegociar esses débitos para evitar o corte dos serviços. A regularização das contas é vista como essencial para a manutenção das atividades do clube, incluindo treinos e jogos.
Contexto financeiro do Botafogo
A SAF do Botafogo foi criada em 2022, com a venda do controle do clube para o empresário John Textor. Desde então, o clube tem enfrentado desafios para equilibrar as contas. A dívida com serviços públicos é mais um capítulo na crise financeira que assola o clube.
Em 2025, o Botafogo registrou um déficit de R$ 50 milhões, segundo balanço divulgado. A diretoria espera que a renegociação das dívidas ajude a reduzir os custos operacionais e permita um foco maior no desempenho esportivo.
Medidas para regularização
Para evitar o corte de luz, água e gás, a SAF do Botafogo já iniciou contato com as concessionárias. A proposta é parcelar os débitos em até 60 meses, com juros reduzidos. A expectativa é que um acordo seja fechado nos próximos dias.
O clube também estuda medidas de eficiência energética para reduzir o consumo futuro. A implantação de painéis solares e sistemas de reúso de água estão entre as alternativas avaliadas.
Reações e próximos passos
Torcedores e especialistas em gestão esportiva criticam a situação. “É inadmissível que um clube do porte do Botafogo acumule dívidas com serviços básicos. Isso reflete má gestão”, afirmou o economista Marcos Mendes, em entrevista ao blog.
A SAF, por sua vez, afirma que a dívida é reflexo do alto custo operacional e da queda de receitas. O clube espera que, com a renegociação, consiga equilibrar as finanças e evitar novos atrasos.
O caso segue em análise na Justiça, que deve homologar o plano de recuperação extrajudicial nos próximos meses.



