Uma pesquisa nacional de maturidade digital para incorporadoras e construtoras, divulgada pelo BFB entre setembro e outubro de 2025, mostrou que 70% das empresas ainda operam nos estágios “tradicional” ou “iniciante” de transformação digital. O levantamento, que ouviu executivos de todo o país, indica que o setor imobiliário brasileiro acelera a digitalização, mas ainda enfrenta desafios significativos para evoluir em tecnologia.
Pesquisa revela baixa maturidade digital no setor
De acordo com o BFB, a pesquisa classificou as empresas em cinco estágios de maturidade: tradicional, iniciante, intermediário, avançado e líder. O resultado mostra que a maioria das incorporadoras e construtoras (70%) está concentrada nos dois primeiros estágios, com baixa adoção de ferramentas digitais e processos manuais predominando.
“A transformação digital é uma realidade, mas o setor ainda precisa percorrer um longo caminho para integrar tecnologia de forma estratégica”, afirmou um porta-voz do BFB. Apenas 15% das empresas atingiram o estágio intermediário, enquanto 10% estão no avançado e 5% no líder.
Empresas aceleram digitalização e recriam estratégias
Diante do cenário, muitas incorporadoras e construtoras estão acelerando seus processos de transformação digital e recriando suas estratégias de negócio. A pesquisa aponta que a adoção de soluções como softwares de gestão integrada, plataformas de vendas online e automação de processos tem crescido, mas ainda de forma desigual.
Entre os principais desafios citados estão a falta de capacitação de equipes, resistência cultural à mudança e orçamentos limitados para tecnologia. No entanto, 82% dos entrevistados afirmaram que a digitalização é prioritária para os próximos dois anos.
Impacto no mercado imobiliário
A baixa maturidade digital impacta diretamente a eficiência operacional e a experiência do cliente. Empresas nos estágios mais avançados relatam redução de custos, maior agilidade em processos e melhor comunicação com compradores. O BFB destaca que a transformação digital não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para a competitividade do setor.
A pesquisa serve como um termômetro para o mercado imobiliário, mostrando que, apesar dos avanços, o caminho para a digitalização plena ainda é longo. As empresas que investirem em tecnologia e capacitação tendem a se destacar em um mercado cada vez mais exigente.



