O dólar comercial fechou esta sexta-feira cotado a R$ 5,1566, registrando o maior valor em dois meses. A divisa norte-americana acumulou alta de 1,2% no dia, impulsionada por dados de emprego nos Estados Unidos e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Ibovespa recua e perde os 170 mil pontos
O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, encerrou o pregão com queda de 0,77%, aos 169.850 pontos. Esta é a primeira vez desde janeiro que o índice fecha abaixo dos 170 mil pontos. O movimento acompanhou o pessimismo global, com perdas em Wall Street, Europa e Ásia.
Emprego nos EUA impacta mercados
Os novos dados de emprego dos Estados Unidos mostraram a criação de 172 mil vagas de trabalho em maio, acima das expectativas do mercado. O resultado reforça a percepção de que o Federal Reserve (Fed) manterá os juros elevados por mais tempo, o que valoriza o dólar e pressiona moedas emergentes, como o real.
Além disso, as tensões no Oriente Médio continuam a gerar incertezas, afetando o apetite por risco dos investidores. Na Europa, os índices acionários fecharam em baixa, enquanto na Ásia o movimento foi de cautela.
Impacto no Brasil
O cenário de juros altos nos Estados Unidos tende a manter o dólar valorizado frente ao real, o que pode pressionar a inflação brasileira, especialmente em itens importados e commodities. Analistas avaliam que o Banco Central pode precisar ajustar a política monetária doméstica para conter a alta do câmbio.
O mercado agora aguarda os próximos indicadores econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior, para definir as tendências das próximas semanas. A ata do Copom e a decisão de juros do Fed são os eventos de maior destaque no calendário.



