Viúva revela que policial acumulou dívida de R$ 1 milhão em apostas on-line
Policial acumulou dívida de R$ 1 milhão em apostas on-line

A enfermeira Raquel Maria, viúva do tenente da Polícia Militar Danilo Lopes Negrão, afirmou que o marido acumulou uma dívida de quase R$ 1 milhão em apostas on-line. Segundo ela, a família só descobriu o valor após a morte do policial, que passou a apostar durante a Copa do Mundo de 2022. Em entrevista ao g1, Raquel contou que parentes tentaram ajudá-lo quando souberam que ele enfrentava problemas com as apostas, mas ninguém imaginava o tamanho do endividamento.

"Ninguém tinha noção do tamanho da dívida. Só descobri depois da morte", afirmou.

O início do vício e as consequências

Danilo morreu aos 41 anos, em 2023. Segundo Raquel, ele desenvolveu ansiedade e depressão durante o período em que acumulava dívidas. A família chegou a levá-lo para tratamento psiquiátrico e terapia, mas ele nunca recebeu diagnóstico de ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos.

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Raquel contou que o policial começou apostando durante a Copa do Mundo de 2022. No início, segundo ela, ele chegou a ganhar dinheiro, mas passou a perder grandes quantias e a fazer empréstimos para continuar jogando. "Ele começou ganhando, mas depois perdeu muito dinheiro. Tudo o que ele ganhava ele já jogava ali de imediato", disse.

Tentativas de ajuda da família

A enfermeira afirmou que, quando o marido revelou que enfrentava dificuldades financeiras, familiares se mobilizaram para ajudá-lo. "Todo mundo tentou, de alguma forma, ajudar ele a sair desse vício", relatou. Ela disse, no entanto, que o desespero provocado pelas dívidas acabou prevalecendo. "Eu tentei ajudar ele e até adoeci na época por causa da situação. Todos da família tentaram ajudar, mas o desespero falou mais alto", afirmou.

Alerta nas redes sociais

Raquel publicou um vídeo nas redes sociais para alertar sobre os riscos das apostas on-line. Segundo ela, desde a publicação, recebeu dezenas de mensagens de pessoas relatando situações semelhantes. "Virei a noite respondendo as pessoas pedindo socorro. Pessoas que acabaram casamento, perderam casa, carro e o emprego", contou.

Para a enfermeira, compartilhar a história da família é uma forma de evitar que outras pessoas enfrentem o mesmo problema. "Não joguem. Não joguem pouco, não joguem muito, não joguem nada. Esse jogo não vai te levar para lugar nenhum", disse.

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