O Ibovespa voltou a subir nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas. O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 1,2%, aos 128.500 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Vale, que dispararam mais de 3%.
A recuperação ocorre mesmo em meio a um novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, que ameaçam impor tarifas sobre produtos brasileiros. Apesar da tensão comercial, o mercado brasileiro mostrou resiliência, com o dólar caindo 0,8% para R$ 5,10.
Vale lidera altas
Os papéis da Vale (VALE3) foram os grandes destaque do dia, subindo 3,5% após notícias de que a China pode aumentar estímulos econômicos, elevando a demanda por minério de ferro. A alta da mineradora contribuiu significativamente para o avanço do Ibovespa, já que a ação tem grande peso no índice.
Outras ações de commodities também se beneficiaram, como Petrobras (PETR4), que subiu 1,8%, e siderúrgicas como Gerdau (GGBR4), com alta de 2,1%.
Nova ameaça tarifária dos EUA
O clima de incerteza persiste, no entanto, com o governo dos Estados Unidos sinalizando novas tarifas sobre produtos brasileiros. O presidente Donald Trump postou em suas redes sociais uma foto com o senador Flávio Bolsonaro, chamando-o de "jovem inteligente", em meio a negociações tensas.
O Brasil também está sob investigação dos EUA por suposto trabalho forçado, o que pode levar a sanções adicionais. Especialistas apontam que a visita de Flávio aos EUA endureceu o ambiente de negociações.
Saída de estrangeiros
Apesar da alta de hoje, o mercado ainda sente os efeitos da saída de capital estrangeiro. Em maio, investidores estrangeiros retiraram R$ 14,9 bilhões da Bolsa brasileira, a maior saída desde 2022. Isso reflete a aversão ao risco global e as incertezas fiscais domésticas.
Analistas recomendam cautela no curto prazo, mas veem oportunidades em ações de empresas sólidas, como Vale e Petrobras, que se beneficiam do cenário internacional.
Perspectivas
O mercado agora aguarda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, que deve manter a Selic em 14,25% ao ano. Além disso, investidores monitoram o andamento das negociações comerciais entre Brasil e EUA, que podem trazer volatilidade nos próximos dias.



