O mercado financeiro brasileiro inicia mais um dia de negociações com atenção voltada para os desdobramentos internacionais e as movimentações dos índices futuros nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, os futuros americanos operam de forma mista, enquanto investidores monitoram a proposta dos EUA de tarifar 60 países por falha no combate ao trabalho forçado. O Brasil está incluído nessa lista.
EUA propõem tarifas contra 60 países por trabalho forçado
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a conclusão mais recente de uma investigação sobre práticas comerciais desleais, no âmbito da Seção 301. A decisão propõe tarifar 60 países que não teriam avançado suficientemente no combate ao trabalho forçado. O Brasil figura entre as nações listadas, o que pode impactar as relações comerciais bilaterais.
Wall Street: índices fecharam com ganhos curtos na véspera
Os principais índices de Nova York encerraram a sessão de ontem com leves altas. Investidores continuam sustentando o mercado com ações de tecnologia, especialmente semicondutores e chips voltados para inteligência artificial. Apesar do pouco avanço nas negociações entre Irã e EUA, o mercado se mantém firme.
“O mercado está se mantendo firme”, disse à CNBC David Krakauer, vice-presidente de gestão de portfólio da Mercer Advisors. “Obviamente, todos ainda esperam por algum tipo de acordo com o Irã, mas tudo parece bastante estável”.
Os índices atingiram recordes históricos na véspera, com a Nvidia liderando os ganhos no setor de tecnologia. O entusiasmo em torno da inteligência artificial impulsionou os mercados de ações nas últimas semanas. No entanto, Krakauer expressou preocupação com a possibilidade de concentração excessiva em um grupo seleto de ações. “Quando você vê esse tipo de concentração, é preciso ter cautela”, acrescentou.
Fechamento dos índices americanos
- Dow Jones: +0,49%, 51.328,16 pontos
- S&P 500: +0,13%, 7.609,99 pontos
- Nasdaq: +0,03%, 27.093,90 pontos
Juros futuros encerram de forma mista
Os contratos de juros futuros (DIs) terminaram o pregão de ontem com variações mistas. Confira as taxas e variações:
- DI1F27: 14,160% (variação de -0,045 pp)
- DI1F28: 14,035% (-0,065 pp)
- DI1F29: 14,015% (-0,045 pp)
- DI1F31: 14,035% (-0,005 pp)
- DI1F32: 14,070% (-0,005 pp)
- DI1F33: 14,100% (+0,005 pp)
- DI1F34: 14,110% (+0,010 pp)
- DI1F35: 14,100% (+0,010 pp)
Dólar comercial cai 0,27% na véspera
O dólar comercial registrou a segunda queda consecutiva frente ao real, movimento contrário ao observado no exterior. O índice DXY, que mede a força da moeda americana contra uma cesta de moedas, ficou estável com leve alta de 0,01%, aos 99,21 pontos.
- Venda: R$ 5,009
- Compra: R$ 5,008
- Mínima: R$ 5,000
- Máxima: R$ 5,023
Destaques do pregão de ontem
Maiores baixas
- POMO4: -2,78%, R$ 5,95
- MGLU3: -2,41%, R$ 5,68
- WEGE3: -2,33%, R$ 42,00
- BRKM5: -2,15%, R$ 10,01
- PRIO3: -1,34%, R$ 61,98
Maiores altas
- CSNA3: +8,85%, R$ 7,13
- USIM5: +8,57%, R$ 12,04
- GGBR4: +6,53%, R$ 24,65
- GOAU4: +5,81%, R$ 10,57
- CMIN3: +5,29%, R$ 4,78
Ações mais negociadas
- VALE3: 350.953 negócios, +4,04%
- ITUB4: 444.847 negócios, +0,51%
- SBSP3: 337.113 negócios, +1,50%
- GGBR4: 434.778 negócios, +6,53%
- PETR4: 433.308 negócios, -0,49%
Ibovespa fecha em alta de 1,16%
O Ibovespa encerrou o pregão de ontem com valorização de 1,16%, aos 174.197,64 pontos. A máxima do dia foi de 174.894,05 pontos, enquanto a mínima atingiu 172.198,54 pontos. A diferença para a abertura foi de +2.000,18 pontos, com volume financeiro de R$ 22,60 bilhões.
Evolução do Ibovespa
- Segunda-feira (1º): -0,91%
- Terça-feira (2): +1,16%
- Semana: +0,24%
- Junho: +0,24%
- 2T26: -7,08%
- 2026: +8,11%
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