O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta sexta-feira (05) abaixo dos 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro. O movimento foi impulsionado por dados robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano, que aumentaram as expectativas de uma alta nos juros dos Estados Unidos ainda neste ano.
Desempenho do Ibovespa
O índice de referência do mercado acionário brasileiro registrou queda de 0,65%, fechando a 169.228,52 pontos, conforme dados preliminares. Durante o dia, atingiu a mínima de 168.909,87 pontos e a máxima de 170.457,37 pontos. O volume financeiro negociado nesta sexta-feira, que teve o feriado de Corpus Christi na quinta-feira e o fim de semana, somou R$ 23,6 bilhões antes dos ajustes finais.
Sequência negativa histórica
Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 2,62%, completando oito perdas semanais consecutivas. Essa é a maior sequência negativa da série histórica, que remonta a 1982, segundo dados da LSEG. O índice superou a sequência negativa registrada em 2004, quando acumulou sete semanas seguidas de perdas. Em abril, o Ibovespa renovou sua máxima histórica intradiária aos 199.354 pontos, aproximando-se pela primeira vez da simbólica marca dos 200 mil pontos. Na ocasião, o índice acumulava valorização superior a 23% em 2026.
Impacto dos dados de emprego dos EUA
Os dados de emprego nos Estados Unidos, muito acima do esperado, reduziram ainda mais as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). O dólar ultrapassou a marca de R$ 5,15, refletindo o cenário de maior aversão ao risco nos mercados emergentes. A combinação de juros altos nos EUA e incertezas fiscais no Brasil tem pressionado o Ibovespa, que enfrenta sua pior sequência semanal negativa desde o início do Plano Real.



