A Meta, empresa controladora do Instagram, tornou-se alvo de um pedido de investigação no Brasil após o lançamento acidental de uma ferramenta que compartilha a localização em tempo real dos usuários. A ONG Ctrl+Z e a deputada federal Erika Hilton solicitaram às autoridades que apurem as circunstâncias do ocorrido, argumentando que a funcionalidade viola a privacidade e a segurança dos usuários.
Ferramenta desativada após lançamento acidental
De acordo com as denúncias, a Meta teria ativado por engano o recurso de localização em tempo real no Brasil. Após a repercussão negativa, a empresa desativou a ferramenta, mas as entidades afirmam que o dano já foi causado. A ONG Ctrl+Z alega que a Meta ignorou riscos conhecidos, como perseguições e violações de privacidade, ao implementar a funcionalidade sem a devida transparência.
Indução ao aceite do recurso
A deputada Erika Hilton e a ONG destacam que os usuários eram induzidos a aceitar a ferramenta sem compreender plenamente os riscos envolvidos. A interface do aplicativo, segundo elas, apresentava o recurso de forma enganosa, levando as pessoas a concederem permissões sem consentimento informado. O pedido de investigação busca esclarecer como a autorização foi obtida e se a Meta cumpriu a legislação brasileira de proteção de dados.
Preocupações com privacidade e segurança
O compartilhamento de localização em tempo real levanta sérias preocupações, especialmente em um contexto de violência e perseguição. A ONG Ctrl+Z ressalta que a ferramenta poderia ser usada para monitorar vítimas de violência doméstica, ativistas ou qualquer pessoa que necessite de privacidade. A deputada Erika Hilton reforça que a Meta deve ser responsabilizada por colocar em risco a segurança dos usuários.
Próximos passos da investigação
As autoridades brasileiras agora avaliam o pedido da ONG e da deputada. Caso a investigação seja aberta, a Meta terá que prestar esclarecimentos sobre o desenvolvimento, teste e implementação da ferramenta, além de detalhar as medidas adotadas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.



