A integração digital entre a Receita Federal, as Juntas Comerciais e os municípios brasileiros tornou possível formalizar empresas de baixo risco em menos de 24 horas. O contador Dino, de Goiânia, explica que, embora a tecnologia agilize o processo, o conhecimento técnico e o preparo prévio ainda são fundamentais para evitar erros e garantir a rapidez.
Como funciona o processo de abertura em 24h
De acordo com Dino, o sistema permite que empreendedores preencham um único formulário digital, que é compartilhado entre os órgãos envolvidos. A validação automática de dados e a dispensa de alvarás para atividades de baixo risco reduzem o tempo de espera. "Antes, levaria semanas; hoje, com tudo integrado, é possível em um dia", afirma o contador.
Atividades de baixo risco são priorizadas
Empresas classificadas como de baixo risco, como serviços de tecnologia, consultorias e comércios eletrônicos, são as principais beneficiadas. Dino ressalta que é essencial verificar a classificação de risco da atividade junto à prefeitura local antes de iniciar o processo. "Cada município tem sua lista; o preparo prévio evita surpresas", diz.
Documentação necessária e dicas práticas
O contador recomenda ter em mãos CPF, RG, comprovante de residência e o contrato social já redigido. "A digitalização exige que tudo seja escaneado com qualidade. Um documento ilegível pode atrasar todo o processo", explica. Além disso, destaca a importância de contar com um profissional contábil para orientar sobre enquadramento tributário e obrigações acessórias.
Impacto para empreendedores em Goiânia
Em Goiânia, a adesão ao sistema integrado tem sido crescente. Dino observa que a agilidade na formalização estimula o empreendedorismo local. "Muitos clientes que antes desistiam por causa da burocracia agora conseguem abrir seus negócios rapidamente", comemora. Segundo dados da Junta Comercial de Goiás, o tempo médio de abertura de empresas no estado caiu para menos de 24 horas para as atividades de baixo risco.



