A Aegea, operadora privada do setor de saneamento básico no Brasil, consolidou uma expansão significativa de sua infraestrutura nos últimos 12 meses. Segundo dados recentes da companhia, o volume total de investimentos no período alcançou R$ 9,2 bilhões, sendo R$ 7,6 bilhões alocados em obras físicas, equipamentos e ampliação das redes de água e esgoto. O restante, R$ 1,6 bilhão, foi destinado ao pagamento de outorgas para novos serviços.
Na prática, o ritmo de execução de obras permitiu que mais 1,1 milhão de novos lares e estabelecimentos tivessem acesso ao saneamento. Isso gera uma cadeia de benefícios socioeconômicos: com mais água e esgoto tratados, as cidades atendidas experimentam redução na sobrecarga de hospitais, diminuição de faltas escolares e da força de trabalho por doenças de veiculação hídrica, oxigenando a economia local.
Evidências de impacto regional
Em Campo Grande (MS), o índice de cobertura de esgoto chegou a 94% da população e o de água tratada a 99%, metas que o Novo Marco Legal do Saneamento previa para 2033. A cidade ocupa a segunda posição entre as melhores capitais em qualidade de vida, segundo o Índice de Progresso Social 2025, e a quarta como cidade mais desenvolvida do Brasil, conforme o Índice Firjan, com IDH de 0,784. O PIB local cresceu 5,2% em 2024, acima da média nacional, e a cidade expandiu 41% em novos empreendimentos, somando R$ 1,7 bilhão em 2025. A geração de empregos formais foi a maior da história, com mais de 30 mil novas vagas. Esses resultados foram viabilizados pelos R$ 2,5 bilhões investidos pela Águas Guariroba, concessionária da Aegea. No interior do estado, a Ambiental MS Pantanal aplicou outros R$ 525 milhões em 68 municípios desde 2021.
No Rio de Janeiro, a Águas do Rio investiu R$ 5,8 bilhões desde o início da concessão, beneficiando 3,5 milhões de pessoas. Milhares passaram a ter acesso regular à água pela primeira vez, e quase 1 milhão de moradores de comunidades foram formalizados como clientes, permitindo acesso a serviços essenciais e crédito. As obras geraram cerca de 10,8 mil empregos, metade ocupados por moradores das próprias comunidades. Em comunidades como Mangueira e Barreira do Vasco, as internações por doenças de veiculação hídrica caíram 61,5% e 41,1%, respectivamente, e o absenteísmo escolar recuou 45% e 28%. A recuperação ambiental também impulsionou a economia: com mais de 130 milhões de litros de esgoto por dia deixando de chegar à Baía de Guanabara, a Praia do Flamengo registrou índices inéditos de qualidade da água, e o bairro valorizou cerca de 23% entre 2021 e 2026. Projeções do Instituto Trata Brasil apontam para R$ 4,9 bilhões em ganhos de produtividade e mais de R$ 100 milhões em economia com internações evitadas até 2056.
Na Região dos Lagos, a Prolagos investiu mais de R$ 1 bilhão em obras de esgotamento sanitário, incluindo construção e ampliação de sete estações de tratamento e implantação de mais de 40 km de cinturão coletor de esgoto que protegem a Lagoa de Araruama. A recuperação da lagoa rendeu crescimento de 26,9% no volume de pescado de 2024 para 2025, movimentando R$ 9,5 milhões na cadeia dos pescadores locais.
No Mato Grosso, o Instituto Trata Brasil aponta que, entre 2023 e 2040, a expansão do saneamento deve gerar R$ 41,6 bilhões em benefícios econômicos e sociais, com retorno de R$ 4,80 para cada real investido. Só na saúde, a economia estimada é de R$ 305 milhões.
No Ceará, a Ambiental Ceará atua na maior PPP de esgotamento sanitário do Brasil, com previsão de R$ 6,5 bilhões em investimentos para universalizar o serviço em 24 municípios, incluindo Fortaleza, beneficiando 4,3 milhões de pessoas. O impacto econômico projetado é de R$ 36,8 bilhões até 2040, com R$ 69 milhões ao ano em economia na saúde, além de R$ 3,8 bilhões no turismo e R$ 2,1 bilhões no mercado imobiliário.
No Rio Grande do Sul, a Corsan, sob gestão da Aegea, atende 6,5 milhões de pessoas. Em dois anos e meio, a cobertura de esgoto equivale à metade do que a companhia pública havia executado em quase 60 anos. Com 257 dos 317 municípios atendidos sem coleta ou tratamento de esgoto, os investimentos saltaram de R$ 400 milhões para R$ 1,5 bilhão por ano a partir de 2023, gerando 47,2 mil empregos. Foram implantados 1.000 km de redes e 400 mil novas ligações de esgoto. Atualmente, são implantados cerca de 40 km de novas redes a cada 15 dias, a mesma extensão que antes era executada em um ano. Para atender a demanda, a Corsan implantou uma fábrica própria de tubos com capacidade de produção de até 200 km por mês.
Infraestrutura que conecta pessoas e mercados
A Aegea está presente em 893 municípios de 15 estados, atendendo mais de 39 milhões de pessoas. Fundada com seis municípios em 2010, a companhia se tornou referência no setor por combinar operação eficiente, disciplina financeira e metas ambientais, mostrando que saneamento não é custo, mas investimento com retorno comprovado. Ao conectar saúde pública, preservação ambiental e eficiência operacional e financeira, a Aegea demonstra que saneamento básico e crescimento econômico são indissociáveis. Mais do que obras subterrâneas, a estratégia é pavimentar o caminho para cidades mais resilientes e prósperas, transformando a qualidade de vida em um ativo econômico duradouro para as próximas gerações.



