A Polícia Civil investiga o caso de um incêndio que resultou na morte de Ivano Vaz Cunha e sua enteada, Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, em Araguaína, no norte do Tocantins. Os corpos foram encontrados carbonizados na quarta-feira (3), em uma residência no setor Lago Azul I.
Antecedentes criminais
Ivano havia sido condenado pela Justiça do Tocantins a 35 anos de prisão por estuprar e matar outra enteada, Layla Athyla Maranhão Vales, também de 19 anos, em 2009. Na ocasião, ele asfixiou a vítima após violência sexual e ateou fogo no corpo para ocultar os vestígios. A sentença foi mantida pelo Tribunal de Justiça em 2011, incluindo o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à família.
Regime semiaberto e tornozeleira
Por prestar serviços no presídio, Ivano obteve redução da pena e progrediu para o regime semiaberto, utilizando tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento seguia determinação judicial, permitindo trabalho externo na área de vendas em todo o estado, com recolhimento noturno e comunicação prévia de viagens interestaduais.
O incêndio
Uma testemunha relatou à Polícia Militar ter ouvido uma explosão na tarde de quarta-feira. Com ajuda de um vizinho, tentou arrombar a porta do quarto, mas não conseguiu. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas concentradas no cômodo. O corpo de Laiane foi achado debaixo de um guarda-roupa; o de Ivano, sobre fragmentos de uma cama queimada. Ambos estavam parcialmente despidos, e um galão com vestígios de gasolina foi apreendido.
Investigação e sepultamento
Os corpos passaram por necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e foram liberados. Laiane foi sepultada na quinta-feira (4). A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. A Seciju destacou que todas as violações de regras da tornozeleira foram informadas ao Poder Judiciário, responsável por eventuais punições ou regressão de regime.



