Avenida Liberdade interditada após asfalto ceder em Belém
Avenida Liberdade interditada após asfalto ceder

A Avenida Liberdade, primeira via expressa de Belém, foi interditada no último domingo (28) após um trecho de aproximadamente 150 metros do asfalto ceder, na Grande Belém. A via, que recebeu investimento de R$ 410 milhões e foi concluída em 2 de abril de 2026, permanece fechada para reparos, sem previsão de liberação.

Causas do problema

De acordo com o especialista em trânsito Sérgio Maia, o problema pode ter sido causado por infiltrações e pela acomodação inadequada das camadas-base da via. Maia explica que a execução da obra durante o inverno amazônico pode ter contribuído para o acúmulo de água no solo. "O tempo de compactação do asfalto foi correto, porém o solo que fica após o asfalto precisaria de um tempo maior e não teve esse tempo suficiente para ele compactar. É que vem acontecendo essas erosões", afirmou.

Reparos e impacto no trânsito

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que a interdição é temporária e que os reparos serão executados pelas empresas responsáveis pela obra, sem custos adicionais para o Estado. No entanto, a pasta não divulgou uma data para a liberação da via. Sérgio Maia alerta que a interdição deve impactar o trânsito nos próximos dias, especialmente com o aumento do fluxo durante o período de férias. "O aumento de fluxo vai ser maior na avenida Almirante Barroso, já que uma parte da João Paulo II está interditada", disse.

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Histórico da via

A Avenida Liberdade foi projetada para melhorar a mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém, conectando-se à Alça Viária, um complexo rodoviário de aproximadamente 74 quilômetros que liga a capital ao interior do estado. A previsão inicial de entrega era outubro de 2025, antes da Conferência do Clima da ONU (COP 30), mas a obra foi concluída apenas em abril de 2026. A construção enfrentou fortes críticas de moradores e ambientalistas, que denunciaram danos socioambientais, incluindo a destruição de meios de subsistência de famílias ribeirinhas que dependem da pesca e do extrativismo.

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