O Acre está entre os três estados brasileiros com a pior avaliação da malha rodoviária do país, ocupando a penúltima colocação. É o que aponta o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado nessa terça-feira (2). Ainda assim, o número é o melhor do estado nos últimos 9 anos.
Conforme a pesquisa, em um balanço de um a cinco, sendo um péssimo e cinco ótimo, o estado acreano teve nota 2,28, considerada uma nota baixa. O Acre ficou atrás apenas do Amapá, que teve nota 2,05, e do Amazonas, que pontuou 2,0.
Critérios da pesquisa
O estudo analisa as condições das rodovias brasileiras, levando em conta critérios como pavimentação, sinalização e o estado geral das estradas. A avaliação resulta em uma nota ponderada de acordo com a extensão das vias pesquisadas em cada estado.
Estradas do Acre entre as piores
Pesquisas anteriores já apontavam más condições das rodovias no Acre. A BR-364 e a AC-10 estão entre as piores do país, segundo levantamentos da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Pelo terceiro ano seguido, estradas do interior do Acre aparecem entre as piores do Brasil.
Comparação na região Norte
Entre os sete estados da região Norte, as três melhores rodovias foram encontradas em Rondônia, que ocupou a 1ª posição, seguido do Pará (2º lugar) e Roraima (3ª posição). Confira as notas dos demais estados:
- Rondônia: 3,17
- Pará: 3,11
- Roraima: 2,82
- Tocantins: 2,66
- Acre: 2,28
- Amapá: 2,05
- Amazonas: 2,0
Cenário nacional
A pesquisa aponta que os melhores índices quanto à qualidade rodoviária estão em São Paulo, seguido por Sergipe e Mato Grosso do Sul. No ano anterior, em 2024, uma pesquisa anual da CNT mostrou que o Acre era o segundo estado brasileiro com mais pontos críticos em rodovias no país, e que, em 2023, o estado tinha mais de 1,1 mil quilômetros de vias em estado ruim ou péssimo. À época, o estado acreano ficou entre os três mais críticos do país, atrás de Minas Gerais (com 388 pontos críticos) e à frente do Maranhão (com 258). Considerando o total de 1.346 km de extensão de rodovias, isso significa que o estado tinha 27 pontos críticos a cada 100 quilômetros.



