O vereador Senival Moura (PT), preso sob suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), passou mal na prisão nos últimos dias. A defesa do parlamentar protocolou um pedido de prisão domiciliar, alegando problemas de saúde que tornariam a permanência no cárcere incompatível com seu estado clínico.
Investigação aponta vereador como peça central em esquema de lavagem
Senival Pereira de Moura é apontado pelos investigadores como uma das figuras centrais de um suposto esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa. O esquema, segundo as apurações, operava por meio da empresa Transunião, que seria utilizada para movimentar recursos ilícitos do PCC. A denúncia do Ministério Público aponta que o vereador liderava as operações financeiras da organização dentro da Câmara Municipal de São Paulo.
Problemas de saúde motivam pedido de prisão domiciliar
A defesa de Senival Moura alega que ele apresenta quadro de saúde debilitado, com necessidade de acompanhamento médico contínuo, o que não estaria sendo devidamente oferecido no sistema prisional. O pedido de prisão domiciliar foi encaminhado à Justiça, que ainda não se manifestou sobre a solicitação. O vereador, que já deixou o PT para se dedicar integralmente à sua defesa, nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.
Repercussão política e jurídica
O caso tem gerado forte repercussão no meio político paulistano. A suspeita de envolvimento de um parlamentar com a maior facção criminosa do país levanta questionamentos sobre a infiltração do crime organizado em instituições públicas. A Câmara Municipal de São Paulo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a prisão do vereador. A Justiça deve decidir nos próximos dias se concede a prisão domiciliar ou mantém a detenção preventiva.



