Vídeo de ataque ucraniano é falsamente atribuído ao Irã no Bahrein
Vídeo de ataque ucraniano é falsamente atribuído ao Irã

Um vídeo que mostra uma grande explosão está sendo compartilhado como se fosse uma ofensiva do Irã contra a base da Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein. A postagem, que acumula mais de 7 mil curtidas e 745 comentários, é enganosa, segundo apuração do Estadão Verifica.

O que mostra o vídeo e qual a origem real

O registro, na verdade, foi feito em janeiro de 2025 e mostra um ataque com drones da Ucrânia a uma refinaria de petróleo na cidade de Ryazan, na Rússia. A filmagem foi repercutida por veículos como Reuters, The Guardian e Al Jazeera. Na ocasião, o Ministério da Defesa da Rússia informou que 20 drones ucranianos atacaram a região de Ryazan, em uma operação que envolveu 121 drones e atingiu 13 regiões, incluindo Moscou. Não houve vítimas.

Contexto do conflito entre EUA e Irã

No sábado, 27, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mísseis balísticos e drones atingiram “oito infraestruturas importantes” na base de Ali al-Salem, no Kuwait, e na Quinta Frota dos EUA no porto de Salman, no Bahrein. A força paramilitar classificou os ataques como resposta a “agressões recentes” de Washington.

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A tensão escalou na quinta-feira, 25, quando o Irã atacou um navio porta-contêineres no Estreito de Ormuz, após alertar que navios só poderiam trafegar por águas controladas pela República Islâmica. Muitas embarcações passaram a usar a rota alternativa ao longo da costa de Omã. Na sexta-feira, 26, os EUA responderam com bombardeios a locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos e radares costeiros. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou no X que “a agressão injustificada contra a navegação comercial por parte das forças iranianas violou claramente o cessar-fogo”.

Como identificar desinformação em conflitos

Em guerras e conflitos armados, é comum viralizar vídeos e imagens fora de contexto. Uma forma de checar esses conteúdos é a busca reversa de imagens, que permite descobrir se uma mídia já foi compartilhada antes e em qual contexto. O boato também foi desmentido pela Reuters Fact Check.

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