Tenente da Rota baleado na Grande SP segue em estado extremamente grave
Tenente da Rota baleado segue em estado grave

O tenente da Rota, Ronickson Pimentel, baleado no sábado (27) enquanto estava parado em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, segue internado em estado “extremamente grave”, conforme informou a Polícia Militar na manhã desta segunda-feira (29). O policial está na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, após ser atingido na cabeça por disparos efetuados por dois homens em uma motocicleta.

Irmão de vítima de caso emblemático

Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, adolescente de 15 anos mantida em cárcere privado e morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves em 2008, em um caso que teve grande repercussão nacional. Após a tragédia familiar, ele ingressou na Polícia Militar em 2009 e, desde 2019, integra o 1º Batalhão de Choque (Rota), unidade de elite da corporação.

Investigação e prisões

Na madrugada de domingo (28), dois suspeitos de envolvimento no atentado foram presos. De acordo com a polícia, eles prestaram “apoio logístico e transporte” aos criminosos que efetuaram os disparos. O Major Verardino, responsável pelas investigações, afirmou: “Um deles é réu confesso e o outro, temos elementos probatórios que o colocam dentro de um dos veículos utilizados”. Entretanto, o suspeito que confessou não esclareceu a motivação. “Só confessa a participação, mas quando perguntamos a motivação, ele se cala”, declarou o major.

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Possível ligação com crime organizado

Para a polícia, o ataque está relacionado à atuação de Ronickson no combate ao crime organizado. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, evitou confirmar o envolvimento dos suspeitos, limitando-se a dizer que os indivíduos estavam sendo “averiguados” e que a polícia trabalhava no caso.

Reconstituição da fuga

Imagens de câmeras de monitoramento, cruzadas com dados de inteligência, permitiram à polícia reconstituir a fuga dos autores do atentado. Um automóvel levou um dos suspeitos até o ponto onde ele embarcou na motocicleta usada no crime, enquanto outros veículos foram associados ao apoio logístico antes e depois da tentativa de homicídio. A partir da análise das gravações do sistema Smart Sampa, os investigadores mapearam o trajeto percorrido pelos criminosos logo após os disparos. As imagens mostram a fuga até a comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, onde a motocicleta foi abandonada. Em seguida, os suspeitos seguiram a pé.

Compartilhamento de informações

As informações foram compartilhadas entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM), a Polícia Militar e a Polícia Civil, o que permitiu avançar na localização dos envolvidos. Na madrugada de domingo, um dos veículos monitorados foi localizado, e um homem foi levado para prestar esclarecimentos. Com base no conjunto de provas reunidas, a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens, de 40 e 52 anos, localizados na região de Guaianases, na zona leste. Dois veículos ligados aos investigados foram apreendidos e serão submetidos à perícia.

Relembre o caso Eloá Pimentel

Em outubro de 2008, Eloá Pimentel, irmã mais nova de Ronickson, foi mantida por quatro dias em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves. O caso ganhou repercussão nacional e teve desfecho trágico com a morte da adolescente de 15 anos, baleada na cabeça pelo sequestrador. Na época, Ronickson era fuzileiro naval da Marinha. Um ano depois do assassinato da irmã, ele ingressou na Polícia Militar.

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