Sobreviventes lidam com trauma após tragédia em Córrego do Ouro
Sobreviventes lidam com trauma após tragédia em GO

Uma tragédia na GO-518, entre Buriti de Goiás e Córrego do Ouro, deixou cinco estudantes mortos e outros feridos na noite de segunda-feira (1º). Entre os sobreviventes, a estudante Valentina Pereira Tavares, de 12 anos, enfrenta o trauma de ter perdido amigas e presenciado a violência do acidente.

Brincadeira interrompida

Segundo a mãe, Gislany Pereira, de 44 anos, Valentina estava sentada na janela da van, ao lado das amigas Emanuella Augusta e Izadora Monteiro, ambas de 12 anos. As três brincavam de adedonha quando a batida aconteceu. Emanuella sobreviveu, mas está internada em estado grave. Izadora foi uma das vítimas fatais.

“Ela estava muito perto das meninas. Estavam brincando e, quando era a vez de Isadora responder, ela nem escutou. Não sentiu a batida, só viu os destroços caindo sobre ela”, contou Gislany, emocionada.

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O resgate

O motorista da van, Vicente, foi quem ajudou Valentina a sair dos destroços. Como ela estava do lado oposto ao ponto de retirada, precisou subir no banco para alcançar a janela. “Ele a segurou. Sozinha ela não conseguiria. Se tivesse pulado, poderia se machucar ainda mais”, disse a mãe.

Desespero da mãe

Ao saber do acidente pelo irmão, Gislany seguiu para o local. Encontrou a área isolada pela polícia, mas decidiu entrar. “Procurei a Valentina, mas não consegui enxergar direito. Eu estava cega naquele momento”, relatou. Informada de que a filha havia sido levada para Santa Helena, descobriu depois que se tratava de Emanuella.

Ela caminhou pela rodovia até Buriti de Goiás, onde um policial conhecido indicou onde Valentina estava. “Quando a vi, não conseguia acreditar. Estava em choque”, afirmou.

Estado de saúde

Valentina teve ferimentos leves e passou por tomografia no nariz. Emanuella permanece no Hugol, em Goiânia, em estado grave. Outros dois feridos, um menino de 12 anos e um adolescente de 13, também estão hospitalizados, conscientes e respirando sem ajuda.

Investigação

A Polícia Científica informou que a carreta com gado estava parada na rodovia, sem sinalização. A perícia investiga as causas do acidente.

Gislany, apesar do alívio por ter a filha viva, sente profunda tristeza pelas famílias enlutadas. A família acompanhou os velórios e enterros das vítimas.

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