Resgate de 18 pinguins cobertos de óleo no RS preocupa especialistas
Resgate de 18 pinguins com óleo no RS

Um grupo de 18 pinguins cobertos por óleo foi resgatado nos últimos dias em praias do Litoral Sul do Rio Grande do Sul. As aves foram encaminhadas ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande (Furg). A instituição não registrava ocorrências semelhantes há sete anos.

Estado de saúde dos animais

Os pinguins foram encontrados encalhados, apresentando hipotermia, anemia e desidratação. Antes de iniciar a limpeza das penas, conhecida como despetrolização, os animais passam por uma etapa de estabilização clínica para recuperar as condições de saúde.

Investigação sobre a origem do óleo

A substância que atingiu os animais ainda não teve sua origem identificada. Amostras do óleo foram coletadas para auxiliar nas investigações. A coordenadora da equipe técnica do Cram, Paula Canabarro, explica que os pinguins funcionam como indicadores da presença de óleo no oceano. "Nós não sabemos a origem dessa mancha nem onde ela está localizada, mas existe a possibilidade de recebermos mais animais ao longo das próximas semanas", afirma.

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Atendimento no Cram

Atualmente, o Cram abriga 35 animais. Além dos pinguins cobertos por óleo, o local atende outros cinco pinguins em estágio avançado de recuperação, lobos-marinhos, um leão-marinho, tartarugas e aves oceânicas. Desse total, nove animais permanecem em quarentena, seguindo protocolos sanitários devido à emergência zoossanitária de gripe aviária. Eles só são transferidos para áreas de reabilitação após exames descartarem a doença.

Processo de recuperação

O período de recuperação leva, em média, um mês, variando conforme a espécie e o estado de saúde. Para serem soltos, os animais precisam apresentar boa condição corporal, exames de sangue adequados e comportamento compatível com a vida na natureza.

Preocupação com o cenário

Fundado em 1974, o Cram atua no resgate e reabilitação da fauna marinha. O diretor do complexo de museus da Furg, Lauro Barcellos, avalia o cenário com preocupação: "É lamentável que os animais comecem a aparecer novamente cobertos por óleo. Isso é uma agressão à natureza e aos animais".

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