A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga denúncias de agressões e humilhações sofridas por um adolescente internado no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) por envolvimento em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. O jovem alega que um professor da instituição expôs detalhes do crime durante uma aula, submetendo-o a constrangimento perante outros internos.
Detalhes da denúncia
De acordo com informações obtidas pela reportagem, o adolescente teria sido alvo de humilhações públicas dentro da unidade de internação. O caso ganhou repercussão após a família do jovem procurar a delegacia para registrar a ocorrência. A denúncia aponta que o professor teria utilizado o episódio do estupro coletivo como exemplo em sala de aula, revelando a participação do adolescente no crime e gerando um clima de hostilidade entre os demais internos.
A Justiça determinou a internação provisória do adolescente, considerando seu papel crucial na "emboscada" à vítima, uma mulher de 21 anos, que foi arrastada para um beco e violentada por vários homens em maio deste ano. O crime chocou a cidade e gerou ampla comoção social.
Investigação em andamento
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as acusações de agressões físicas e psicológicas. Até o momento, o Degase não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A instituição, responsável pela execução de medidas socioeducativas, tem enfrentado críticas recorrentes quanto às condições de internação e à capacitação de seus profissionais.
O adolescente, que não teve a identidade revelada por ser menor de idade, está internado em uma unidade do Degase na Zona Oeste do Rio. A defesa do jovem afirma que ele vem sofrendo ameaças e agressões desde que foi exposto pelo professor.
Repercussão e próximos passos
O caso reacende o debate sobre a proteção de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e a responsabilidade dos agentes públicos. A corregedoria do Degase também foi acionada para apurar a conduta do professor mencionado na denúncia. A Polícia Civil ouvirá testemunhas e analisará imagens de câmeras de segurança da unidade para esclarecer os fatos.



