A Polícia Civil de Minas Gerais descartou nesta sexta-feira (3) o envolvimento do motorista do carro usado pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, para fugir após o latrocínio de um casal de idosos em Belo Horizonte. A mulher foi presa na quinta (2) como principal suspeita de matar e roubar o advogado Cláudio Atala Inácio e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio.
O que diz a polícia
De acordo com o delegado Gustavo Barletta, o homem que dirigia o carro é motorista de aplicativo. Em depoimento, ele reconheceu a diarista como passageira e comprovou, por meio de documentos, que fez outras corridas no mesmo dia. "Realmente ele estava naquele local aguardando uma corrida, tendo em vista que ali é próximo ao shopping e tem diversas chamadas, segundo ele. E aí, nesse momento, a investigada, conforme mostram as imagens, chega e pergunta se ele poderia levá-la até a Praça Sete, oferecendo o valor de R$ 30, e ele aceita", explicou Barletta.
Oferecimento de tênis
Também conforme o delegado, durante o trajeto, a mulher teria oferecido dois pares de tênis, possivelmente das vítimas, ao motorista. "Chegando ao local, ela paga ele com uma nota de R$ 50. Ele vai dar o troco e ela fala que não precisa, que está tudo certo, agradece, e assim se encerra o relacionamento profissional que ele teve com ela naquele momento", completou. Apesar de descartar o suposto envolvimento do homem no crime, a Polícia Civil ainda apura se a diarista agiu sozinha.
O crime
Os idosos foram mortos na última segunda-feira (29), e o crime foi descoberto no dia seguinte pelo filho deles. Após ser presa, Paola disse aos investigadores que dopou as vítimas com quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacá-las com uma faca da própria casa. A mulher ainda roubou relógios, joias e celulares do casal e vendeu tudo no Centro da capital mineira por R$ 3,3 mil.
Prisão
Paola Stefany foi presa por policiais civis em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, na madrugada de quinta-feira (2). Ela estava com o filho de 6 anos. Em nota, o advogado de Paola Stefany Neto Cirino disse que os argumentos da defesa serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo, e declarou que eventual responsabilização da investigada seja definida pela Justiça, "e não por julgamentos antecipados ou pela repercussão do caso".



