A Polícia Civil de São Paulo concluiu que não há indícios de furto de um relógio de luxo avaliado em R$ 28 mil no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O inquérito foi encerrado nesta terça-feira (2), após análise de imagens e depoimentos.
Investigação aponta curto período de manuseio
O delegado Bruno Roberto da Silva de Assis, da 4ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), afirmou que o funcionário responsável pela inspeção ficou sozinho com a bolsa da influenciadora Amanda Castanha por apenas quatro segundos. "É improvável que alguém em quatro segundos consiga abrir a bolsa, abrir o porta-joias, pegar o relógio, fechar tudo e fingir que nada aconteceu", disse.
As imagens de raio-x também mostraram que a disposição dos objetos na bolsa não foi alterada entre a primeira e a segunda inspeção. Segundo o delegado, "Caso alguém tivesse enfiado a mão ali, teria deslocado aqueles objetos, saía daquela ordem. A bolsa está igual, do jeito que ela passou na primeira vez, passou na segunda".
Influenciadora registrou ocorrência e divulgou caso
Amanda Castanha registrou boletim de ocorrência no dia 23 de maio, após retornar dos Estados Unidos. Ela afirmou que o relógio Cartier Panthere Steel estava dentro de uma bolsa que passou por inspeção de segurança. Em vídeo nas redes sociais, ela disse que o objeto foi furtado durante o procedimento.
A influenciadora relatou que foi submetida a três revistas consecutivas e que sua bolsa passou duas vezes pelo raio-x sem seu controle. Ela também mencionou que o marido viu uma funcionária chamar a atenção de outro para a bandeja com os pertences. Ao chegar em casa, percebeu que a caixa estava aberta e o relógio havia sumido.
Ação na Justiça e posicionamento do aeroporto
Amanda entrou com uma ação judicial em Pernambuco, onde reside, no dia 25 de maio. A Justiça determinou que a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos preserve e apresente as imagens em 15 dias úteis, além da escala dos agentes de serviço. A influenciadora afirmou que seguirá com o processo e aguarda análise por perito neutro.
A concessionária informou que a investigação confirmou a regularidade dos procedimentos e a inexistência de indícios de manipulação da bagagem. A empresa avalia medidas judiciais para "resguardar sua imagem institucional e coibir a divulgação de informações inverídicas". O relatório policial foi encaminhado ao Ministério Público.



