PF defende novo inquérito sobre envio de recursos de Daniel Vorcaro para filme nos EUA
PF defende novo inquérito sobre recursos de Vorcaro para filme

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestou-se favorável à abertura de um novo inquérito para apurar o envio de recursos do empresário Daniel Vorcaro aos Estados Unidos, supostamente destinados à produção do filme Dark Horse. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews.

Novas investigações sobre Vorcaro

“É preciso analisar novos elementos trazidos sobre um eventual suporte de pessoas no exterior que estão confabulando e articulando contra o Brasil. Inclusive, coagindo no curso do processo”, afirmou Rodrigues. A investigação já havia apontado suspeitas de irregularidades em contratos com a prefeitura de São Paulo e possíveis repasses à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.

Possibilidades para o andamento

O diretor-geral apresentou três cenários para o prosseguimento das investigações. O primeiro é a incorporação dos novos elementos ao caso Master, sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda opção é anexá-los ao inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. A terceira possibilidade seria a distribuição livre, por sorteio, a outro ministro do STF.

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“Agora precisamos aguardar a decisão jurídica e dar os passos seguintes”, completou Rodrigues.

Críticas à classificação de facções como terroristas

Na mesma entrevista, Andrei Rodrigues afirmou que a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas “foi uma surpresa”. Ele integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro oficial com o homólogo Donald Trump, ocasião em que a pauta de segurança pública foi discutida.

Lula entregou a Trump documentação sobre temas de interesse do Brasil, incluindo o enfrentamento ao crime organizado, com explicações técnicas sobre o trabalho da Polícia Federal e a cooperação internacional. Para Rodrigues, equiparar crime organizado a terrorismo é um “equívoco técnico” que prejudica o combate eficaz às facções criminosas.

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