O Ministério Público do Amapá deflagrou na manhã desta quarta-feira (17) a Operação Convergência Nacional, visando desarticular células da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado. Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão contra lideranças da organização.
Apoio interestadual
A operação conta com o suporte da Polícia Militar do Amapá, da Polícia Penal e também da Polícia Militar de São Paulo, uma vez que parte dos investigados residia naquele estado e, de lá, coordenava atividades criminosas no Amapá.
Origem das investigações
As investigações tiveram início em março de 2026, após a apreensão em flagrante de um adolescente de 16 anos acusado de ato infracional análogo ao tráfico de drogas, no bairro Araxá, em Macapá. O jovem permaneceu custodiado provisoriamente enquanto respondia a processo socioeducativo, mas faleceu menos de 15 dias depois, em circunstâncias ainda sob apuração.
O material apreendido com o menor revelou a existência de células internas da facção, denominadas "Disciplina e Progresso". Essas estruturas de liderança eram responsáveis por aplicar punições a membros, ordenar execuções de rivais e fortalecer financeiramente a organização criminosa por meio de atividades ilícitas.
Atuação criminosa
As lideranças identificadas atuavam principalmente no tráfico de drogas e no comércio ilegal de armas de fogo, recrutando adolescentes em diferentes regiões de Macapá. Além disso, promoviam a busca ativa e a execução de integrantes de facções rivais, numa clara tentativa de dominar territórios e expandir o tráfico no estado.
Crimes atribuídos ao grupo
De acordo com o Ministério Público, os investigados são apontados como responsáveis por:
- Tráfico de drogas em várias regiões de Macapá;
- Comércio ilegal de armas;
- Execuções de rivais para expandir o domínio territorial da facção.
A operação representa um duro golpe contra o PCC no Amapá, visando desmantelar sua estrutura de comando e reduzir sua influência no estado.



