Operação interdita 8 pontos de açaí em Ananindeua após surto de Chagas
Operação interdita 8 pontos de açaí em Ananindeua

Uma operação integrada de fiscalização coordenada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou inspeções em 20 estabelecimentos de produção e comercialização de açaí em Ananindeua, na Grande Belém, na última terça-feira (23). A ação ocorre após o município enfrentar um surto de doença de Chagas no primeiro trimestre de 2026, com mais de 40 casos confirmados e quatro mortes. O surto foi declarado pelo Ministério da Saúde no fim de janeiro, após aumento expressivo de ocorrências.

Estabelecimentos fiscalizados

Oito estabelecimentos foram interditados por apresentarem irregularidades sanitárias consideradas incompatíveis com o funcionamento. Um local teve as atividades suspensas por 72 horas para adequações. Outros 11 estabelecimentos foram notificados para corrigir problemas apontados pela fiscalização.

Equipes também coletaram amostras de açaí em 11 locais. O material foi encaminhado ao Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), onde passará por análises para verificar a qualidade e segurança dos produtos.

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O que foi fiscalizado

Durante as inspeções, foram avaliados: condições higiênico-sanitárias dos estabelecimentos; estrutura de processamento do açaí; cumprimento das normas de manipulação de alimentos; e adequação às exigências da legislação sanitária.

Segundo o MPPA, a fiscalização tem caráter preventivo e busca reduzir riscos à população, principalmente em relação à transmissão oral da doença de Chagas, historicamente associada ao processamento inadequado do fruto.

A operação foi conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ananindeua, sob coordenação do promotor Bruno Beckembauer Sanches Damasceno, e contou com apoio do Núcleo de Defesa do Consumidor do MPPA (NUCON), da Vigilância Sanitária do município, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), do LACEN, da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Gabinete Militar do Ministério Público.

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