Uma metralhadora calibre 380 foi encontrada escondida dentro de uma televisão na casa de um homem preso no bairro João Valim, em Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo. A prisão ocorreu na tarde deste sábado (4), após relatos de disparos na região.
Denúncia de tiros leva a abordagem
Policiais militares da Força Tática da 2ª Companhia Independente, em conjunto com a equipe K9 da Unidade, receberam a informação de que tiros haviam sido disparados durante a madrugada. Diante disso, intensificaram o patrulhamento na localidade conhecida como Morada Pôr do Sol.
Durante a ronda, moradores afirmaram que o autor dos disparos estaria em companhia de outro indivíduo e que ambos estariam envolvidos com o comércio ilícito de entorpecentes na região. Os policiais visualizaram o suposto autor dos disparos no meio da rua com outro homem, perto de uma área de mata. O suspeito apresentava um volume na região da cintura e, ao perceber a aproximação da guarnição, passou a caminhar rapidamente em sentido oposto, tentando se desvencilhar da abordagem.
Confissão espontânea revela esconderijo
A PM fez a abordagem e encontrou apenas um aparelho celular. Questionado sobre os disparos, o suspeito negou ser o autor. No entanto, de forma espontânea, informou que mantinha escondida, no interior de uma televisão na residência onde morava, uma metralhadora calibre 380, municiada com quatro munições intactas do mesmo calibre.
No local, também foram localizados um rádio comunicador, sua carteira de identidade e um caderno contendo anotações relacionadas ao tráfico de entorpecentes. O morador disse que exercia a função de segurança do ponto de tráfico e auxiliava o outro homem na comercialização de entorpecentes em Morada Pôr do Sol. O outro homem não estava na residência.
Cão farejador encontra drogas
O suspeito também mostrou às equipes um ponto em meio à vegetação onde estariam escondidos os entorpecentes. O cão farejador Black localizou onze papelotes de cocaína, seis pedras de crack e uma bucha de maconha.
O detido foi levado para a delegacia, onde foram entregues os materiais apreendidos. A Polícia Civil foi procurada, mas não retornou até a publicação da reportagem.



