A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, usou as redes sociais neste sábado (4) para comentar o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes. Em um vídeo, ela comparou o caso ao da filha, ocorrido há 16 anos, e cobrou uma resposta das autoridades mineiras.
Comparação com o caso Eliza Samudio
“Há mais de 24 horas, Daiane está sendo dada como desaparecida. O Estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade. Ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida. E até os dias atuais, não tem resposta. A minha filha virou estatística. Será que Daiane fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, afirmou Sônia Moura.
Dayanne Rodrigues está desaparecida desde quinta-feira (2), após deixar os filhos com a mãe em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar, ela saiu por volta das 11h e não fez mais contato. O marido encontrou o celular dela em casa, com conversas com agiotas e cartas de despedida.
Detalhes do desaparecimento
Em uma das cartas, datada de 2 de julho, Dayanne afirma que sofria ameaças de agiotas e pede proteção para os familiares. Ela também manifestou o desejo de que as filhas fiquem com a mãe e os filhos com o pai. A Polícia Civil informou que as diligências iniciais apontam para um desaparecimento voluntário, sem indícios de crime, mas o caso segue sob investigação.
Nas redes sociais, o marido de Dayanne divulgou um cartaz pedindo informações: “A família está desesperada, e qualquer informação pode fazer a diferença”. A Polícia Civil também publicou um cartaz sobre o caso.
Relação com o caso Eliza Samudio
Dayanne era casada com Bruno Fernandes quando Eliza Samudio desapareceu, em junho de 2010. Na época, ela foi presa e denunciada por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza com o goleiro, mas foi absolvida. Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.



