Lula pede cuidado com celular nas ruas e anuncia medidas contra roubos
Lula pede cuidado com celular nas ruas e anuncia medidas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta terça-feira (23) que os brasileiros tenham “mais cuidado” ao usar celulares nas ruas, especialmente em grandes centros urbanos. A declaração ocorreu durante a assinatura do decreto que regulamenta o programa Celular Seguro, em evento em São Paulo.

Presidente alerta para riscos em espaços públicos

Lula repetiu um conselho comum em metrópoles: evitar usar o aparelho em locais sujeitos a assaltos e furtos. “A hora em que você tiver que falar, olhe para o lado e veja se tem alguém perto de você, se tem alguém de bicicleta perto de você fazendo pirueta na bicicleta, porque você pode ser assaltado”, afirmou.

O presidente citou exemplos de roubos no centro de São Paulo: “Já vi muitas pessoas sendo assaltadas, alguém passa de bicicleta e rouba o telefone.” Ele destacou que o celular não é apenas um objeto, mas “sua conta bancária, seu CPF”.

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Programa Celular Seguro e participação de estados

Lula afirmou que o programa Celular Seguro representa uma mudança definitiva no combate aos roubos. “Vim aqui assinar definitivamente o trato que o Poder Público tem dado às pessoas que roubam celular nesse País. A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do governo federal, dos governos estaduais e também muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, declarou.

O programa contará com a participação dos 27 governadores, agências reguladoras e empresas de telecomunicação. O presidente orientou quem comprou um celular roubado sem saber: “Você tem que procurar uma delegacia para entregar (o celular). Não tenha medo de procurar a delegacia porque você não vai ser preso, é só para devolver o celular.”

Devolução gradual de 3 milhões de aparelhos

Lula estimou em 3 milhões o número de celulares roubados que poderão ser devolvidos. Ele ponderou que a devolução “não pode ser feita tudo no mesmo dia”, mas “aos poucos”. O governo também anunciou que 3 milhões de equipamentos sem procedência receberão notificações e serão inutilizados gradualmente.

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