A influenciadora digital Elizabeth Melo, investigada por lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar, foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (26) durante a Operação Sorte Falseada, em Gurupi. A Polícia Civil também bloqueou bens da suspeita, incluindo um apartamento avaliado em R$ 300 mil, uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e uma motocicleta elétrica.
Movimentação financeira incompatível
Segundo as investigações, Elizabeth Melo movimentou R$ 3.572.813,41 em suas contas bancárias entre 2023 e 2024, valor incompatível com a renda declarada de R$ 1,9 mil a R$ 5 mil. A polícia identificou que ela recebeu transações via PIX de intermediadoras de pagamento ligadas a apostas. Para dificultar o rastreamento, a suspeita utilizava técnicas de fracionamento, como saques abaixo de R$ 50 mil. Além disso, uma empresa vinculada a ela registrou intenção de receber R$ 500 mil da China, que seriam depositados em plataformas de apostas.
Reação da influenciadora
Em vídeo publicado em uma conta reserva no Instagram, Elizabeth afirmou que é investigada, mas não condenada. "É uma investigação, não sou condenada. [Os policiais] estiveram aqui, me trataram super bem, foram super educados comigo [...]. As minhas coisas sempre foram [registradas] no meu nome. Eu não tenho laranja, não tenho rabo preso com ninguém, não ocultei patrimônio. Então não tenho o que temer", disse.
Operação Sorte Falseada
As investigações começaram em março de 2024 após denúncias anônimas sobre divulgação de jogos de azar nas redes sociais, conhecidos como "tigrinho". A polícia também encontrou conteúdos em que a influenciadora ameaçava pessoas que pretendiam denunciar a plataforma de apostas. Durante a operação, foram apreendidos R$ 8 mil em espécie, nove notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais. A ação integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado - Divisas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com atuação da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas) e apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi.



